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Ex-jogador e irmão dele ficaram presos preventivamente por cerca de cinco meses por entrarem no país com documentos paraguaios adulterados. Dalia López era procurada por uso de documentos públicos fal
A empresária paraguaia Dalia López foi presa, nesta quinta-feira (2), em Assunção, capital do Paraguai, depois de seis anos foragida.
Ela é suspeita de envolvimento na falsificação dos documentos do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Roberto de Assis Moreira, em 2020. Os dois ficaram presos preventivamente por cerca de cinco meses por entrarem no país com documentos paraguaios adulterados. O caso foi encerrado após o pagamento de uma multa.
Segundo a polícia paraguaia, Dalia era procurada por uso de documentos públicos falsos, entre outros crimes. A polícia informou também que a mulher não saía do local há anos.
No local onde ela foi encontrada, a polícia encontrou cerca de 220 mil dólares e 330 milhões de guaranis em dinheiro vivo. Além disso, foram apreendidos quatro tablets, dez aparelhos celulares e um notebook.
Dalia López é suspeita de liderar uma organização criminosa que movimentou mais de US$ 400 milhões entre 2015 e 2020.
Segundo investigações, a organização é envolvida com empresas de fachada, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.
Uma fundação de assistência a crianças foi criada pela empresária de um dia para o outro e Ronaldinho Gaúcho seria "o rosto" da instituição, o que motivou o convite de Dalia para que o ex-jogador fosse ao Paraguai.
Ronaldinho e Assis foram mantidos sob custódia em um hotel onde estavam hospedados em Assunção, no Paraguai, na noite de 4 de março de 2020.
O ex-jogador estava na capital paraguaia para compromissos comerciais. Junto com o irmão, ele passou a noite sob custódia da polícia no Hotel Resort Yacht y Golf Club Paraguayo.
A Polícia Nacional e autoridades dos ministérios do Interior e Público foram até o hotel após denúncia do Departamento de Identificações do Paraguai, que advertiu as autoridades migratórias sobre a irregularidade com os passaportes paraguaios.
Na suíte em que o ex-atleta estava hospedado, foram apreendidos passaportes paraguaios e carteiras de identidade, além de telefones celulares de Ronaldinho e do irmão. O Ministério Público do Paraguai declarou que os passaportes são adulterados. Eles foram emitidos para cidadãos paraguaios em janeiro de 2020.
Dois dias depois, em 6 de março de 2020, os dois foram detidos.
De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e Assis. Segundo ele, o procedimento corria sem o conhecimento dos dois brasileiros.
Ainda segundo Delfino, o esquema também envolveria um funcionário público paraguaio, que teria apresentado uma série de documentos à Direção de Migração do Paraguai para naturalizar os dois irmãos.
Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Em meio às investigações, o então diretor-geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.
Penayo vinha recebendo críticas pelo fato de o Departamento de Migrações não deter os brasileiros ainda no Aeroporto Internacional de Luque — o principal terminal paraguaio.
Inicialmente, o Ministério Público do Paraguai decidiu não acusar Ronaldinho e Assis por terem entrado no país com passaportes adulterados. De acordo com os promotores, os dois admitiram o erro — e, assim, a promotoria entendeu que eles "foram enganados em sua boa-fé".
No entanto, o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, que ouviu os brasileiros, rejeitou o pedido do MP na ocasião.
Após a audiência que durou seis horas, o Valinotti decidiu que os dois seguiriam sendo investigados. A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva dos irmãos Assis Moreira, alegando "risco de fuga e que o Brasil não extradita seus cidadãos". No país, a prisão preventiva pode durar até seis meses.
Em 7 de abril daquele ano, o juiz do Paraguai concedeu prisão domiciliar aos irmãos. Eles pagaram fiança de 1,6 milhão de dólares e ficaram hospedados em um hotel no centro de Assunção, proibidos de deixar o país.
Em agosto de 2020, o governo paraguaio permitiu a saída da dupla e o retorno deles ao Brasil. Os dois fizeram um acordo no qual Ronaldinho Gaúcho deveria pagar mais de R$ 500 mil, e o irmão dele, condenado por uso de documentos falsos, mais de R$ 600 mil.
Conforme sugerido pela defesa, o valor total da multa será descontado dos mais de R$ 8,9 milhões depositados como fiança, em abril, para a concessão da prisão domiciliar. Segundo o juiz, cerca de R$ 7,8 milhões seriam ressarcidos à dupla.
Como a Justiça acatou o pedido do Ministério Público, após o prazo legal, o processo foi arquivado.
O valor da multa foi utilizado no combate à pandemia da Covid-19 no Paraguai.
Problemas com passaportes
Uma condenação por dano ambiental de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele na Justiça do Rio Grande do Sul levou os dois a terem os passaportes confiscados. Eles ficaram proibidos de deixar o país ou renovar os documentos até repararem os danos causados.
O processo foi motivado pela construção ilegal de um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro, na orla do Guaíba, em Porto Alegre, em uma área de preservação permanente e sem licenciamento ambiental.
A apreensão dos passaportes de Ronaldinho e Assis foi determinada em novembro de 2018, como forma de obrigar a família a pagar uma indenização que passava de R$ 8,5 milhões.
Em setembro de 2019, o ex-jogador foi nomeado embaixador do turismo brasileiro pelo governo federal mesmo tendo os passaportes retidos pela Justiça e sendo proibido de renovar os documentos.
Dias depois, os dois irmãos fizeram um acordo com o Ministério Público, que previa pagamento de fiança para receber de volta os documentos.
Devido aos acordos do Mercosul, brasileiros são permitidos a entrar no Paraguai utilizando apenas a Carteira de Identidade (RG) original, emitida há menos de 10 anos e em bom estado de conservação.
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