16 de março de 2026
Social

Empresa não cumpre contrato e formandos organizam própria formatura às pressas em Pinhalzinho

Turmas de Direito e Psicologia da Unoesc tiveram cerca de 15 horas para reorganizar colação de grau e confraternização após empresa responsável não montar a estrutura do evento.

Por ND Mais

Atualizado em 15/03/2026 | 21:59:00

Um dia que deveria marcar a realização de um sonho acabou se transformando em uma corrida contra o tempo para 29 formandos da Unoesc (Universidade do Oeste de Santa Catarina), campus de Pinhalzinho, no Oeste do Estado.

A empresa Pontual Formaturas e Eventos, contratada para organizar a cerimônia de formatura das turmas de Direito e Psicologia, não compareceu para montar a estrutura do evento e deixou os estudantes sem resposta a menos de 24 horas da colação de grau, prevista para este sábado (14).

O contrato para a realização da formatura teria custo estimado em cerca de R$ 350 mil.

Diante da situação, os próprios alunos, familiares e empresários da região se mobilizaram para que a cerimônia pudesse acontecer. Ao todo, a turma reúne 22 formandos do curso de Direito e sete de Psicologia.


Comunidade se mobilizou para salvar a cerimônia

Com a ausência da empresa responsável, a Unoesc decidiu assumir a realização da colação de grau, garantindo que os estudantes pudessem concluir oficialmente a graduação.

Além disso, empresas do setor de eventos da região passaram a colaborar com a estrutura necessária para o evento. Entre elas, a Vignatti, de Chapecó, Vale do Sol Eventos e Erê Eventos, que ajudaram com becas, capelos, fotógrafos e parte da decoração.

Mesmo com o apoio, toda a organização precisou ser refeita às pressas no Parque de Exposições da Itaipu, local onde ocorre a Itaipu Rural Show.


Familiares ajudaram a preparar a confraternização

Sem a garantia de buffet, familiares dos formandos também se mobilizaram para ajudar na confraternização após a colação de grau.

A expectativa dos organizadores é que seja realizado ao menos um jantar simples e uma festa improvisada, preparada com a ajuda de parentes e amigos dos estudantes.

“Se você visse o quanto esse pessoal está trabalhando… Tem gente virando a noite fazendo comida para que essa formatura aconteça”, relatou uma das pessoas envolvidas na organização.


Problemas começaram dias antes

Segundo a formanda de Psicologia Maria Wronski, os primeiros sinais de problemas surgiram ainda durante a semana que antecedia o evento.

A empresa havia informado que iniciaria a montagem da estrutura na quinta-feira (12), o que não aconteceu. Na sexta-feira (13), formandos foram até o endereço da empresa e encontraram o local fechado.

“Quando fomos verificar, não tinha absolutamente nada montado. Foi quando começou o desespero”, contou.

A empresa teria alegado dificuldades logísticas e solicitado prazo de uma semana para realizar a formatura, proposta que foi rejeitada pelos estudantes.

Segundo os formandos, muitos familiares já estavam na cidade, inclusive vindos de outros estados.

“Tivemos parentes que vieram do Nordeste e do Rio Grande do Sul. Também tem colegas que passaram em concurso e precisam apresentar o diploma. Não dava para adiar”, relatou.


Empresa pediu prazo e citou problemas com fornecedores

Em áudio enviado aos estudantes, o responsável pela Pontual Formaturas e Eventos afirmou que não conseguiria realizar a formatura na data prevista e pediu prazo de sete dias para resolver a situação.

“Eu não estou me negando a fazer a formatura. Estou pedindo um prazo de 7 dias para conseguir resolver”, afirmou.

Após as tentativas de negociação, os estudantes relatam que o responsável deixou de responder às mensagens e saiu dos grupos de comunicação da turma.


O que diz a empresa

Em nota, a Pontual Formaturas e Eventos informou que a cerimônia precisou ser adiada por falhas operacionais de fornecedores contratados e descumprimentos contratuais, que teriam comprometido a estrutura necessária para a realização do evento.

A empresa afirmou que chegou a propor o adiamento da formatura para 21 de março de 2026, proposta que não foi aceita pelos estudantes.

Segundo o comunicado, a empresa também se comprometeu a arcar com possíveis prejuízos financeiros dos formandos, com valores de reembolso que variariam entre R$ 750 e R$ 5.000 por estudante, dependendo dos custos já utilizados durante o período de pré-eventos.

Mesmo diante do imprevisto, a mobilização da universidade, da comunidade e dos próprios estudantes permitiu que a formatura fosse mantida, ainda que de forma improvisada.

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