23 de julho de 2026
Esportes

Do sonho ao legado: Rodrigo Capita vive o último ato da camisa 14 em noite histórica no futsal

Ídolo encerra duas décadas de carreira nesta sexta-feira, em Sorocaba, com títulos, gols e um legado marcante no futsal brasileiro.

Por Redação TiviNet, com informações da LNF

Atualizado em 23/07/2026 | 10:28:00

O futsal brasileiro se prepara para viver uma noite de emoção nesta sexta-feira (24). Aos 42 anos, Rodrigo Capita fará o último jogo da carreira na partida entre Magnus/Sorocaba e Tubarão, pela 14ª rodada da LNF Cresol, na Arena Sorocaba. Mais do que uma despedida, o confronto marcará o encerramento da trajetória de um dos maiores nomes da história da modalidade.


Despedida histórica

Considerado pela LNF o maior fixo da sua geração, Rodrigo Capita encerra uma caminhada de duas décadas marcada por liderança, regularidade, gols, títulos e protagonismo nas principais competições do futsal mundial.

A partida diante do Tubarão será disputada às 20h30 e terá transmissão ao vivo pela Xsports e pela LNFTV. A cobertura especial começa antes da bola rolar, com o programa Ligados na LNF, direto da Arena Sorocaba, a partir das 19h, reunindo entrevistas, bastidores e homenagens.


Números históricos

Ao longo de 20 temporadas na Liga Nacional de Futsal, Rodrigo construiu números que o colocam entre os grandes personagens da história da competição. Até o momento, são 498 partidas disputadas e 297 gols marcados na LNF.

O camisa 14 conquistou três títulos nacionais: em 2009, com a ACBF, e em 2014 e 2020, defendendo o Magnus. Individualmente, também deixou sua marca com quatro artilharias da competição, nas temporadas de 2012, 2016, 2019 e 2020, feito raro para um jogador da posição.


Caminho de superação

Na última entrevista coletiva antes da aposentadoria, Capita se emocionou ao relembrar a infância, os primeiros passos no futsal e a caminhada até viver do esporte.

“Eu tinha sonho de viver do esporte, com 20 anos eu estava num escritório de contabilidade, sonhando ainda”, relembrou.

Antes de se tornar referência nacional e internacional, Rodrigo passou por Araçatuba e Santa Fé do Sul, enfrentou dificuldades e encontrou oportunidades que mudaram sua história. Em uma das lembranças mais marcantes, contou que chorava na trave após uma partida quando recebeu apoio para seguir no futsal.

“O jogo acabou e eu estava chorando na trave, o senhor Valter, presidente do Santa Fé, me deu a mão e disse: ‘vou te levar para Santa Fé’”, contou.


Conquistas mundiais

A carreira de Rodrigo Capita ultrapassa as fronteiras da Liga Nacional. Com a Seleção Brasileira, foi campeão da Copa do Mundo de Futsal em 2012, na Tailândia.

No cenário internacional por clubes, conquistou três títulos da Libertadores, sendo um pela ACBF, em 2011, e dois pelo Magnus, em 2015 e 2024. Também levantou quatro vezes o Mundial de Clubes, em 2012, pela equipe gaúcha, e em 2016, 2018 e 2019, com o Magnus.


Legado no futsal

Mais do que os números e as taças, Rodrigo Capita deixa um legado de liderança, dedicação e respeito. Ao longo da carreira, tornou-se referência para companheiros, adversários, torcedores e diferentes gerações de atletas.

Mesmo próximo da marca de mil gols na carreira, o capitão afirmou que os números não pesam mais do que a história construída.

“Poucos fizeram mil, poucos chegaram perto dos mil. É só um número. Eu já fiz o que tinha que fazer, já valeu”, afirmou.

Emocionado, Capita resumiu o sentimento da despedida em uma frase que carrega a dimensão do momento: “Fechou a conta, vai valer a pena”.

A despedida desta sexta-feira não representa apenas o fim de uma carreira. Representa a celebração de um atleta que atravessou gerações, ajudou a escrever capítulos importantes da Liga Nacional e deixa as quadras como um dos grandes ícones do futsal brasileiro.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.