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Para Meurer, tanto a IA quanto o hardcode — códigos de programação para automação — são hoje essenciais nas investigações modernas.
A tecnologia está transformando a rotina das investigações policiais, e a Inteligência Artificial (IA) já é parte desse novo cenário. O delegado Alexander Meurer, da Polícia Civil de Santa Catarina, criador das ferramentas Delta Digital e Tex.Thor, é um dos nomes que vêm liderando essa transição tecnológica dentro da segurança pública.
A ideia, segundo Meurer, nasceu da necessidade de otimizar tarefas e reduzir a sobrecarga diária enfrentada por delegados. “Não temos assistentes, assessores ou estagiários voltados à nossa atividade-fim. Foi na inteligência artificial que encontrei a solução ideal. Agora, não sou mais sozinho na tomada de decisões”, explica.
O Delta Digital, além de um software, também se tornou um curso voltado à aplicação prática de IA na rotina policial. Já o Tex.Thor surgiu da frustração com ferramentas de transcrição disponíveis no mercado. “Antes, eu passava horas transcrevendo; agora, bastam alguns cliques”, afirma.
Para Meurer, tanto a IA quanto o hardcode — códigos de programação para automação — são hoje essenciais nas investigações modernas.
“Estou desenvolvendo um sistema para analisar extrações de celulares com milhares de mensagens, áudios e imagens. Antes isso levava semanas; agora, leva apenas algumas horas”, destaca.
O delegado explica que, em investigações com grande volume de dados, essas tecnologias permitem ao policial focar na interpretação dos resultados, enquanto o sistema realiza o trabalho mecânico.
Mesmo com os avanços, o uso da IA traz preocupações. “O principal desafio é o sigilo de dados. Apesar das legislações e contratos rígidos, sempre há um ‘porém’ sobre onde nossas informações vão parar”, observa.
Do ponto de vista ético, ele aponta um dilema crescente: “A grande questão será o que vai sobrar para o ser humano fazer”.
Meurer acredita que o uso de ferramentas inteligentes será inevitável. “No século retrasado tivemos a revolução industrial; depois, a da internet. Agora é a vez da inteligência artificial: quem não se adequar, inevitavelmente ficará para trás”, afirma.
Para ele, essa transformação exigirá das polícias civis um processo de atualização constante e reestruturação de processos internos.
Se por um lado a IA auxilia nas investigações, por outro, também está sendo usada por criminosos. “Estamos apenas vivendo o começo de uma longa era de golpes com uso de voz e face clonada”, alerta o delegado, citando ferramentas como Sora, da OpenAI, e Veo, da Google, que permitem gerar vídeos realistas em tempo real.
“É o preço a se pagar pela evolução”, reflete. Para ele, o foco das forças de segurança deve ser a prevenção. “Orientar a população sobre como se proteger tem sido a melhor alternativa para reduzir fraudes.”
Com base em sua experiência, Meurer é direto: “Desconfie de tudo”.
Ele cita exemplos cotidianos: “Sua mãe trocou de telefone, desconfie. Recebeu mensagem da Receita Federal, desconfie. Procurou no Google como pagar um boleto vencido, desconfie. Duvidar de tudo na internet já é obrigação”, aconselha.
Reconhecida por seu pioneirismo em inovação, a Polícia Civil de Santa Catarina deve continuar investindo em IA e automação.
“O trabalho de um policial nunca será substituído, mas a apresentação de dados pode ser moldada a ponto de gerar absoluta eficiência”, afirma Meurer.
O delegado já projeta o próximo passo: o uso de agentes virtuais nas delegacias.
“Pretendo criar um assistente que converse com as pessoas, coletando elementos iniciais de um caso ou até conduzindo oitivas inteiras”, revela.
Para Meurer, o avanço tecnológico está dividindo os criminosos em dois tipos: o físico e o virtual.
“Para o primeiro, o perfil do policial pouco muda. Mas para o segundo, é preciso atualização constante — dominar IA, criptografia, moedas virtuais e tudo o que permite alguém se esconder no emaranhado da web”, explica.
Com forte presença nas redes sociais, Meurer tem como missão aproximar a população das novas tecnologias.
“Meu intuito é facilitar a transição entre o mundo físico e o virtual das IAs. Não se trata mais de querer usar inteligência artificial, e sim de aprender a usar para não ficar atrasado nesse admirável novo mundo”, ressalta.
Encerrando, o delegado deixa um recado para quem sonha em seguir carreira na Polícia Civil.
“Precisamos de jovens com mentalidade aberta, dispostos a mudar a instituição e adaptar a segurança pública aos novos desafios tecnológicos. A IA já está na nossa porta — é hora de abri-la”, conclui.
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