Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Empresário e autor lourenciano fala sobre sua trajetória, o prazer da leitura e o processo que resultou em mais de 1.300 crônicas publicadas em quatro livros.
Empresário renomado no setor moveleiro, Nivaldo Lazaron é fundador da Enele Móveis, empresa criada em 1984 e reconhecida nacionalmente pela qualidade e inovação de seus produtos. A experiência empreendedora e o olhar atento para a sociedade se refletem também em sua produção literária, marcada pela simplicidade, pela sensibilidade e pela reflexão sobre o cotidiano.
Com uma trajetória de mais de quatro décadas em São Lourenço do Oeste, Nivaldo construiu uma relação íntima com as palavras e com a observação da vida. Leitor desde os 12 anos, ele afirma que a leitura abriu horizontes e, com o tempo, despertou o desejo de registrar o que via, pensava e sentia.
“Não sou escritor, me identifico como um enfileirador de letras”, resume.
A escrita surgiu naturalmente, como consequência de anos dedicados à leitura e à reflexão. O autor explica que nunca teve a pretensão de ser reconhecido como escritor, mas sim de compartilhar pensamentos sobre a vida, a política e o comportamento humano.
Sua obra, intitulada Divagações, chega ao quarto volume, reunindo ao todo 1.334 crônicas publicadas entre 2018 e 2025.
O método de criação de Nivaldo é minucioso e paciente. Ele registra ideias em agendas, anotando palavras ou frases que despertam interesse. Somente após um longo período de observação começa a desenvolver os textos — etapa que pode levar mais de um ano.
Depois disso, vem a digitação, revisões sucessivas e, por fim, a impressão.
“Conforme sinto os fatos, vou registrando. É um processo que exige atenção e calma”, comenta.
Os textos de Divagações refletem sobre o comportamento humano, as relações sociais e as transformações do tempo. Nivaldo diz que se inspira tanto na convivência diária quanto nas leituras de outros autores.
Ele não escreve para criticar, mas para registrar — uma forma de olhar o mundo sem julgamentos, valorizando o pensamento e a diversidade.
“Cada um pensa e age como bem entender — eu apenas registro”, afirma.
Ex-prefeito de São Lourenço do Oeste em 2008, Lazaron reconhece que a experiência política ampliou sua percepção sobre as pessoas e a coletividade.
“Tive atenção para o comportamento e para a política. Tudo isso influencia o olhar de quem observa o mundo”, diz.
Em suas palavras, a escrita deve ser simples e direta, para que o leitor se reconheça no texto.
“Tudo o que escrevo é com simplicidade, interpretando conforme os desafios da vida”, define.
Para ele, o segredo está no equilíbrio — “o caminho do meio” — entre emoção e racionalidade, pessoal e coletivo.
Depois de quatro livros publicados, o autor resume a escrita como uma necessidade natural, quase instintiva.
“Sempre fui um devorador de livros. Aí pensei: se tantos escrevem, vou também dar meus pitacos”, brinca.
O resultado é uma obra que convida à reflexão e mostra que, na simplicidade das palavras, há profundidade e verdade.
Radicado há 26 anos em Caxias do Sul (RS), ele transformou a paixão pela música em profissão e hoje atua com grandes nomes do cenário nacional.
Nem toda ansiedade é transtorno, mas também não deve ser ignorada
De São Lourenço do Oeste para Foz do Iguaçu, ele construiu uma história marcada por trabalho, decisões difíceis e a coragem de buscar algo maior.
Entre a saudade e o sonho, um lourenciano que segue em movimento sem esquecer de onde veio.
Convocação coroa trajetória construída desde a infância no interior e leva atleta ao cenário internacional.
Quebre o silêncio, procure ajuda psicológica, busque pessoas de confiança, ligue 180. O amor verdadeiro jamais exigirá que você diminua a si mesma para caber nele.