12 de abril de 2026
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De São Lourenço do Oeste ao mercado de shows nacionais: a trajetória de Gildo na música

Radicado há 26 anos em Caxias do Sul (RS), ele transformou a paixão pela música em profissão e hoje atua com grandes nomes do cenário nacional.

Por Redação TiviNet

Atualizado em 12/04/2026 | 09:30:00

Sair de casa, deixar para trás a rotina, os amigos e a família nunca é uma decisão simples. Mas, no caso de Gildo Adilio Antunes de Oliveira, que há 26 anos vive em Caxias do Sul (RS), tudo aconteceu de forma quase natural — impulsionado por uma oportunidade e pela paixão pela música.

Natural de São Lourenço do Oeste, ele carrega até hoje as memórias de uma infância cheia de movimento, amizades e momentos que ajudaram a moldar quem ele se tornaria.

Histórias como a dele fazem parte do projeto Crias Lourencianas, que busca contar a trajetória de lourencianos que hoje levam consigo, por onde passam, a essência e as raízes da nossa cidade.


Raízes que ficam

As lembranças da cidade seguem vivas — e não são poucas.

Entre jogos escolares, os tradicionais JASLO, os tempos da antiga Associação São Lourenço e os dias na Escola Rui Barbosa, Gildo construiu uma base marcada por convivência, amizade e experiências que ficaram para sempre.

Mas talvez sejam as coisas simples que mais marcam.

“As festas nos finais de semana na praça eram inesquecíveis”, relembra.

São memórias que, mesmo com o passar dos anos, continuam presentes e ajudam a manter viva a conexão com a cidade.


A decisão que mudou tudo

A saída de São Lourenço do Oeste não foi planejada por muito tempo, mas aconteceu no momento certo.

Na época, Gildo trabalhava na banda Lacre Violado, quando surgiu a oportunidade de seguir para Caxias do Sul (RS), integrando a Banda Itamone, com melhores condições financeiras.

A mudança representou muito mais do que um avanço profissional — foi também um dos períodos mais desafiadores da sua vida.

“Muito difícil… primeira vez longe da família, morar sozinho ou com amigos, outra rotina totalmente diferente”, recorda.

Ele resume aquele momento com sinceridade:

“Eu tive que aprender tudo sozinho. Foi difícil, mas era o caminho que eu escolhi.”

Longe de casa, precisou se adaptar rapidamente, aprender a lidar com tudo por conta própria e construir uma nova rotina.

“Não tinha muito pra onde correr. Era fazer dar certo”, conta.

Foi nesse cenário que começou a desenvolver uma das características mais marcantes da sua trajetória: a persistência.


Da estrada ao escritório

A história na música começou de forma simples — quase invisível para quem vê o resultado hoje.

“Comecei ajudando a montar equipamento na banda Lacre Violado”, fala com orgulho.

A partir dali, a trajetória foi sendo construída passo a passo. Gildo passou pela Lacre Violado, seguiu para a Banda Itamone, viveu uma fase importante com oito anos ao lado de Baitaca e, com o tempo, chegou ao que é hoje: um escritório de shows nacionais.

Foram anos de estrada, viagens, noites sem dormir e muito trabalho, em um caminho que exigiu constância e dedicação.

Hoje, atua com um escritório focado nos três estados do Sul, gerenciando agendas e trabalhando com grandes nomes da música.

Entre eles, o cantor Amado Batista, além de parcerias com artistas como Rick e Renner, Gian e Giovani e o grupo Traia Véia, atuando também junto a prefeituras, feiras e casas de shows.

“É um trabalho que me dá muito orgulho. Viver da música não é fácil… mas olhando de onde vim, tudo valeu a pena.”


Família e conquistas

No meio de toda essa caminhada, Gildo construiu algo ainda mais importante: sua família.

Hoje, é casado com Elenice Gschneitner, pai de Victor Bryan, de 15 anos, e padrasto de Isabela, de 12.

Uma base que acompanha de perto sua trajetória e dá sentido a tudo o que foi construído ao longo dos anos.

“Tudo isso só faz sentido por causa deles”, afirma.


Um coração que nunca saiu daqui

Mesmo há 26 anos em Caxias do Sul, a ligação com São Lourenço do Oeste continua forte.

Ele acompanha as notícias, mantém contato com amigos e segue torcendo pelo Futsal São Lourenço, mesmo à distância. Sempre que possível, retorna à cidade para visitar a mãe, os irmãos e reencontrar suas origens.

“Mesmo morando fora, a cidade carrega amigos de infância e muitas lembranças boas”, destaca.

A possibilidade de voltar a morar em São Lourenço do Oeste segue em aberto, tratada com naturalidade e fé.

“Deixo nas mãos de Deus… se for pra ser, quem sabe.”


Uma história resumida

Antes dos resultados, das agendas cheias e dos grandes nomes, existe uma trajetória construída com coragem, renúncia e escolhas difíceis.

Uma história de quem saiu cedo, enfrentou o desconhecido e seguiu em frente com determinação.

E, no fim, talvez uma frase consiga resumir tudo:

“Uma vida de muito orgulho pelo que passei e orgulho pelo que estou vivendo”, finaliza.

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