10 de setembro de 2026
Segurança

Corrida pela vida: paranaense percorre mais de 600 km de avião e helicóptero para chegar a tempo de transplante de fígado

Cirurgia de Azuil Gomes Teotonio durou menos de três horas e ele recebeu alta seis dias depois. Paciente estava em Foz do Iguaçu, fígado foi captado em Maringá e cirurgia foi feita em Curitiba.

Por G1 Paraná

Atualizado em 09/09/2026 | 12:09:00

Uma corrida pela vida levou Azuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, a percorrer mais de 600 km de avião e helicóptero para chegar ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a tempo de receber um transplante de fígado.

O paciente, que estava na fila de transplantes desde 2025, foi chamado para o procedimento no dia 24 de agosto, depois que o órgão, captado em Maringá, foi destinado a ele. A cirurgia durou 2 horas e 38 minutos, e Azuil recebeu alta seis dias depois.

A jornada de Azuil começou com uma ligação inesperada. O fígado que seria destinado a outro paciente não pôde ser transplantado e acabou sendo direcionado a ele.

"A equipe entrou em contato comigo avisando que tinha chegado o momento do meu pai fazer o transplante. Mas o transporte não poderia ser feito de carro devido à demora, então ele foi de avião até Curitiba", explicou a filha de Azuli, Juliana Teotonio Keller.

Azuil embarcou em um voo comercial de Foz do Iguaçu com destino ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

Ele precisava estar no Hospital Angelina Caron no mesmo horário da chegada do voo, o que tornava inviável o deslocamento de carro — trajeto que levaria cerca de 40 minutos, dependendo do trânsito.

A família então procurou a Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu (Diue) para pedir ajuda.

"Entrei em contato com um enfermeiro pedindo ajuda para viabilizar o transporte do meu tio do aeroporto até o hospital.

Ele prontamente nos atendeu e conseguiu viabilizar o transporte por helicóptero", relata Michele Luciana Weber Pignataro Teotonio, sobrinha do paciente.
A partir deste ponto, a mobilização passou pela Coordenação de Urgência e Emergência do Paraná e chegou ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Curitiba, que articulou o serviço aeromédico em conjunto com o Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ao desembarcar em Curitiba, Azuil seguiu de helicóptero, em uma aeronave da PRF, até o hospital.

"Quando a rede de urgência é acionada e todos os recursos trabalham em sintonia, cada minuto se transforma em esperança, garantindo que o paciente chegue com segurança ao tratamento cirúrgico", afirma Jayme Carriello, diretor de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu.

Quando a cirurgia começou, o fígado estava há cerca de sete horas fora do corpo do doador — tempo considerado um dos fatores decisivos para o sucesso do transplante. A equipe médica concluiu o procedimento em 2 horas e 38 minutos.

"Precisávamos realizar o transplante com muita agilidade e segurança.

Conseguimos concluir a cirurgia graças à experiência da equipe, à estrutura do hospital e a uma mobilização que começou muito antes do paciente entrar no centro cirúrgico", explica o médico João Eduardo Leal Nicoluzzi, coordenador do Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron.

Azuil respondeu bem à cirurgia e recebeu alta hospitalar seis dias depois do transplante.

" Ele está bem, está se recuperando e fazendo todo o acompanhamento pós-transplante agora, mas foi a cirurgia mais rápida do mundo, segundo o doutor João Nicoluzzi", disse a filha Juliana Teotonio Keller.

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