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Caso ganhou repercussão após imagens mostrarem uma mulher matando o cachorro com golpes de picareta; Justiça também determinou perda definitiva da guarda dos animais resgatados.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) tornou réu um casal investigado pela morte do cão Branquinho, caso que causou forte repercussão após a divulgação de imagens que mostravam uma mulher agredindo o animal com uma picareta.
O crime teria ocorrido em novembro de 2025, em Porto Alegre, e a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS). A decisão que recebeu a denúncia foi assinada nesta quarta-feira (27) pela juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente da Comarca de Porto Alegre.
A mulher identificada como Cásia de Souza Zatti, de 32 anos, que atua como bombeira civil, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça.
Já o homem denunciado junto no processo teve o pedido de prisão negado. O nome dele não foi divulgado oficialmente.
Segundo o Ministério Público, o cão foi submetido a uma sequência de agressões extremas, sendo arrastado pelo pescoço com uma corda e atingido repetidamente com golpes de picareta até morrer.
As agressões teriam sido registradas por câmeras de monitoramento instaladas na residência do casal.
Além do caso envolvendo o cão Branquinho, o Ministério Público também denunciou o casal por maus-tratos contra outros animais encontrados na residência.
De acordo com a investigação, sete cães, um gato, três cavalos e 24 galinhas eram mantidos em condições consideradas extremamente precárias, sem alimentação adequada, água potável e em ambiente insalubre.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os animais foram resgatados por equipes da Polícia Civil e do Gabinete da Causa Animal da Prefeitura de Porto Alegre.
Laudos veterinários e relatórios técnicos apontaram sofrimento físico e psicológico dos animais, além de indícios de maus-tratos sistemáticos.
Na decisão judicial, a magistrada também determinou a perda definitiva da guarda dos animais apreendidos, autorizando ainda a adoção dos pets resgatados.
O Ministério Público solicitou também que os denunciados sejam proibidos de manter novos animais sob responsabilidade, como forma de evitar a repetição dos crimes.
Até a publicação da reportagem original, a defesa do casal não havia sido localizada.
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