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Entre as plantas destruídas estão araucárias – espécie protegida por lei no Brasil. Polícia investiga o caso e afirmou que agravantes serão considerados na aplicação da pena.
Horas após voluntários replantarem as árvores que tinham sido arrancadas por uma mulher em Curitiba, ela voltou ao local e vandalizou as plantas novamente.
As árvores foram plantadas no início de dezembro, no canteiro da Avenida Nossa Senhora da Luz, por voluntários do coletivo "Um Milhão de Árvores". Na segunda-feira (29), câmeras de segurança registraram a mulher arrancando e vandalizando as 40 árvores.
Na quinta-feira (1º) pela manhã, o coletivo voltou ao local para consertar o que a mulher estragou. Porém, por volta das 23h40 do mesmo dia, câmeras registraram a mulher repetindo a atitude e levando as mudas embora.
"Infelizmente ela conseguiu estragar novamente. Ela arrancou as araucárias que a gente tinha replantado. O pinheiro que a gente tinha tentado salvar, tinha amarrado ele, ela arrancou", denuncia o voluntário Luciano Padilha.
Segundo o coletivo, das plantas destruídas inicialmente, ao menos 11 eram araucárias – espécie protegida por lei no Brasil. Conforme a legislação, destruir uma árvore de araucária pode ser classificado como crime ambiental, sujeito a multas, uma vez que a espécie é listada como ameaçada de extinção.
Guilherme Dias, delegado-chefe de Proteção ao Meio Ambiente, afirmou que investiga o caso e que agravantes serão considerados na aplicação da pena.
"O que chama atenção é que foram dias seguidos. Ela praticou diversos atos e agora reitera as condutas. Por isso, a polícia vai representar medidas cautelares, diversas da prisão, para que impeça essa criminosa de voltar a agir, e caso ela viole essas medidas cautelares a gente vai adotar medidas ainda mais gravosas", afirma.
'Não vai nos abater'
Segundo Padilha, apesar do choque, o coletivo não vai desistir do objetivo principal.
"A gente ficou chocado novamente e surpreso com a audácia da mulher de voltar lá no dia que a gente foi replantar, que deu tanta repercussão. Mesmo assim, não vai se abater", afirma.
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