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Músico, compositor, ex-vereador e atual Secretário de Comunicação, Anilson construiu uma jornada que mistura arte, política e amor por São Lourenço do Oeste.
“Sou alguém que busca fazer o melhor que posso para melhorar o lugar onde vivo.”
É assim que Anilson Spricigo resume a própria trajetória. Ele destaca o aprendizado contínuo, o valor das pessoas que o cercam e a gratidão pelas conquistas:
“Acredito que o segredo está em manter-se aberto ao aprendizado constante e, com humildade, reconhecer as pessoas e os momentos que tornam a vida mais significativa.”
A relação com a música começou cedo, ainda na infância, mas foi aos doze anos que Anilson percebeu que havia algo maior ali. As primeiras composições surgiram na adolescência — e nunca mais pararam.
O que começou como um passatempo ganhou forma, palco e identidade.
Antes do Lacre Violado, veio o Gemini — primeira experiência musical, ainda voltada ao bailão. Mas o coração chamava por rock, e isso levou à criação do Lacre no início dos anos 1990.
A aceitação foi imediata: bares lotados, público crescente e uma presença marcante na cena musical regional.
Depois de quase duas décadas fora dos palcos, o reencontro ocorreu sem pretensões — apenas pelo prazer de tocar novamente. O retorno surpreendeu, os convites apareceram e a banda reassumiu o espaço afetivo que sempre teve.
Hoje, o Lacre Violado vive uma nova fase, levando ao público clássicos do rock nacional e internacional, além de músicas autorais recém-lançadas, como “Temporal” e “A Dois”, já disponíveis nas plataformas digitais.
O nome da banda nasceu da criatividade do amigo e baixista Edson Lessa, o Peixinho. “Lacre Violado” parecia ousado à primeira vista, mas logo ganhou profundidade: algo que rompe barreiras, desafia padrões e carrega liberdade artística — ao mesmo tempo em que remete à sonoridade do violão e à música de palco.
Entre todas as composições de Anilson, uma ocupa lugar especial: o hino oficial de São Lourenço do Oeste.
Criá-lo significou transformar história, métrica e responsabilidade em poesia.
Foram várias versões até chegar à letra final — hoje entoada nas escolas, eventos e espaços públicos.
“Tenho um orgulho imenso de ter composto o hino da nossa cidade. Sempre que o ouço sendo tocado, me emociono profundamente.”
A cidade que por muitos anos não tinha um hino oficial, agora carrega como verso principal: “Um pedacinho de chão que engrandece Santa Catarina…”
Anilson já perdeu a conta de quantas músicas escreveu. Foram centenas — muitas gravadas por artistas da região. Entre as mais lembradas estão “Sabor de Hortelã”, “Dona do Meu Mundo” e “Sou Brasil”.
Cada composição guarda uma memória, uma fase, um sentimento.
Foram dois mandatos como vereador (1989/1992 e 2001/2004) e passagem como suplente em 2017.
A experiência legislativa ofereceu uma compreensão profunda da dinâmica municipal, das demandas da população e do impacto das decisões políticas no cotidiano.
Hoje, no comando da Secretaria de Comunicação, essa vivência se transforma em diálogo, transparência e responsabilidade com a informação pública.
A poesia de Anilson nasce do cotidiano: o horizonte, o sol da manhã, o mar, a brisa, a simplicidade de momentos que passam despercebidos para muitos, mas se tornam música para quem tem o olhar sensível.
Para ele, a arte é a alma de uma comunidade.
Sem música, dança, literatura ou teatro, a cidade perderia seu coração.
“A música nos conecta ao Criador, nos emociona e nos faz entender que somos mais do que matéria. A arte alimenta o espírito.”
Anilson encerra com um recado aos artistas que ainda não deram o primeiro passo:
“Uma obra guardada na gaveta é uma obra morta. Se você compõe, cante. Se pinta, mostre. Se escreve, publique. O mundo precisa da sua arte.”
Letra por Anilson Spricigo
Melodia por Claiton Abel
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