13 de agosto de 2026
Segurança

Acusado de agredir recepcionista em hotel de Curitiba vai a júri popular por tentativa de feminicídio

Jhonathan Reynaldo dos Santos também responde por tentativa de estupro e fraude processual. O g1 tenta contato com a defesa dele.

Por G1 Paraná

Atualizado em 13/08/2026 | 10:52:00

Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, acusado de agredir a recepcionista Maria Niuzete Batista dentro de um hotel em Curitiba, vai a júri popular. A mulher ficou ferida e precisou ser socorrida depois de conseguir fugir do local. O crime aconteceu no dia 7 de março e foi registrado por câmeras de segurança. Assista acima.

O homem será julgado pelos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de estupro e fraude processual. A data do júri ainda não foi divulgada.

Segundo a Justiça, há elementos que apontam que Jhonathan cometeu os crimes. Entre as provas estão as imagens das câmeras de segurança, os laudos dos ferimentos e os depoimentos prestados durante o processo.

A Justiça também manteve as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Jhonathan está preso preventivamente.

A acusação de tentativa de estupro será analisada pelo júri após a vítima relatar que o acusado tentou puxar o vestido dela. Já a fraude processual está relacionada à retirada da tomada do computador que registrava as imagens das câmeras do hotel.

Caberá ao Tribunal do Júri decidir se Jhonathan é culpado ou inocente das acusações.

O g1 procurou o advogado de Jhonathan, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

A defesa da vítima, Jackson Bahls, disse que recebeu a decisão com satisfação e que a Justiça reconheceu indícios de autoria e materialidade dos crimes. Afirmou também esperar a condenação do acusado no julgamento e disse que continuará acompanhando o processo.

Relembre o caso

A recepcionista Maria Niuzete Batista foi agredida por Jhonathan dentro do hotel onde trabalhava, em Curitiba. O crime aconteceu em 7 de março e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo a investigação, Jhonathan é pintor e estava na cidade a trabalho. Na noite do crime, ele consumiu bebida alcoólica no hotel e, depois de ser orientado a não beber na recepção, voltou para o quarto.

Pouco depois, retornou e disse que estava passando mal. Conforme Maria, ele pediu que ela o acompanhasse até o quarto, mas ela recusou. Em seguida, disse que estava interessado nela e pediu um beijo. A recepcionista também recusou.

Depois, Maria foi ao banheiro dos funcionários. As imagens mostram Jhonathan pulando o balcão e indo atrás dela. Segundo a vítima, ele tentou agarrá-la e, depois que ela o empurrou, passou a agredi-la com socos, chutes e esganadura. Ela perdeu a consciência por alguns segundos.

Ao recuperar os sentidos, Maria conseguiu correr até a saída do hotel. Hóspedes e vizinhos prestaram socorro e chamaram a polícia.

Na audiência de custódia, Jhonathan afirmou que estava sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas. Ele disse que não teve intenção de matar a recepcionista.

Inicialmente, a Polícia Civil havia concluído o inquérito como tentativa de homicídio qualificado. A defesa da vítima, porém, havia pedido que o caso fosse tratado como tentativa de feminicídio.

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