Um jovem de 22 anos, identificado como Cícero Alex Machado de Andrade, foi morto após ser sequestrado na noite de 22 de fevereiro de 2026, no bairro Primavera, em Xaxim, no Oeste catarinense. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23), com a conclusão do inquérito que resultou no indiciamento de três suspeitos, de 18, 24 e 27 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo da vítima ainda não foi encontrado.
Operação e prisões
O caso foi esclarecido durante a operação “Último Chamado”, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no dia 10 de abril, com apoio de equipes de Lajeado Grande e Marema.
O suspeito mais jovem foi localizado dentro de um ônibus na BR-282, em Ponte Serrada, após indícios de que poderia tentar fugir da unidade de semiliberdade onde cumpria medida socioeducativa. Já o homem de 24 anos foi preso em frente à própria residência, no bairro Guarany, em Xaxim.
O terceiro investigado, de 27 anos, já estava detido no Presídio Regional de Chapecó por outros crimes e teve o mandado cumprido dentro da unidade.
Emboscada planejada
De acordo com a investigação, o crime foi previamente planejado. Um dos suspeitos teria atraído a vítima por meio de mensagens no WhatsApp, sob o pretexto de uma negociação de drogas.
No local combinado, Cícero foi rendido, colocado à força em um veículo e levado até uma área de mata no interior de Xaxim, na região da Vila Diadema. No local, ele foi executado com disparos de arma de fogo e agressões.
Motivação e buscas
A motivação do crime, conforme a Polícia Civil, está ligada a uma suposta dívida de entorpecentes. Durante as investigações, um dos envolvidos confessou a participação e indicou o local onde o corpo teria sido abandonado.
Apesar das buscas realizadas, o cadáver ainda não foi localizado.
Ao longo de 45 dias de apuração, a polícia reuniu provas, incluindo imagens de câmeras de segurança, que permitiram rastrear o trajeto do veículo utilizado no crime.
As buscas continuam, e informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia (181).