26 de agosto de 2026
Segurança

Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental da história do estado

Paciente é mulher de 77 anos de Imbituba, no Sul do estado.

Por Redação TiviNet, com informações do g1 Santa Catarina

Atualizado em 25/08/2026 | 10:10:00

Santa Catarina confirmou na tarde desta segunda-feira (24) a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental registrada na história do estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A paciente era uma mulher de 77 anos, que morreu em 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.

O caso da mulher e o de um homem de 56 anos, morador de Caçador, foram os primeiros registros da doença em Santa Catarina. O segundo paciente recebeu alta.


Casos investigados

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Os casos seguem sob investigação epidemiológica para identificar os prováveis locais de infecção e analisar a relação entre a circulação do vírus e os quadros clínicos registrados.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza em 2026 quatro casos confirmados da doença e um caso provável. Além dos dois registros catarinenses, há dois casos confirmados em São Paulo e um provável no Piauí.


Transmissão e sintomas

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.

Algumas espécies de aves silvestres são hospedeiras naturais do vírus. Pessoas e outros mamíferos, como cavalos e primatas, podem ser infectados após a picada do mosquito. A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que não existe contágio entre pessoas nem transmissão direta de aves para humanos.

A maioria das infecções não provoca sintomas. Conforme o Ministério da Saúde, aproximadamente 20% das pessoas infectadas desenvolvem sinais, geralmente leves.

Nos quadros leves, podem ocorrer febre de início repentino, mal-estar, falta de apetite, náusea, vômito, dor nos olhos, dor de cabeça, dor muscular, manchas vermelhas na pele e aumento dos gânglios, conhecido popularmente como íngua.

Estima-se que uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolva doença neurológica grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.


Sinais de alerta

A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que pessoas com febre acompanhada de sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração de consciência ou fraqueza, procurem atendimento médico e informem ao profissional sobre possíveis exposições a mosquitos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, que deve ser feito o mais rapidamente possível.


Tratamento

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte ao paciente, podendo envolver repouso, hospitalização e reposição de líquidos.

Nos casos graves, com comprometimento do sistema nervoso central, pode ser necessário atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com suporte respiratório e medidas para reduzir complicações e o risco de morte.


Como prevenir

O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes e telas em portas e janelas, além de evitar áreas com maior presença de mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.

Também é importante eliminar pontos de água parada, não despejar lixo em valas, margens de córregos, rios ou riachos e evitar o manuseio de animais mortos.

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