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Delegado afirma que casal ficou bêbado enquanto passava a noite cuidando do menino. Laudo aponta morte por asfixia. Polícia está investigando as circunstâncias do caso.
Brayan de Paula Mehret, de 22 anos, e Andrielly Kauana de Oliveira, de 21, são investigados pela morte de um bebê de quatro meses, do qual eram padrinhos, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O caso ocorreu entre a noite de sábado (22) e a madrugada de domingo (23).
O casal foi preso em flagrante, mas recebeu liberdade provisória durante audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (24). A investigação continua.
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, os padrinhos aceitaram cuidar do bebê para que os pais saíssem. Quando retornaram para casa, os pais encontraram a criança sem sinais de vida.
O laudo pericial apontou asfixia como causa da morte. A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias em que o bebê morreu.
Conforme o delegado, os dois investigados teriam consumido bebidas alcoólicas durante a noite. Em interrogatório, a mulher teria relatado que estava muito embriagada e não ouviu o bebê, enquanto o homem afirmou que bebeu pouco e verificou a criança por volta das 2h, quando não teria percebido qualquer alteração.
As irmãs do bebê, de cinco e dois anos, também estavam sob os cuidados do casal naquela noite. Segundo o delegado, a menina mais velha relatou ter ouvido o bebê chorando bastante.
Uma das linhas de investigação avalia se houve alguma ação direta que provocou a asfixia. Essa hipótese ainda está sendo apurada e não foi apresentada como uma conclusão definitiva.
A Polícia Civil classificou inicialmente o caso como homicídio e analisa se a ocorrência pode ser enquadrada como culposa, quando não existe intenção de matar, ou como dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
Para a corporação, há indícios de que a conduta investigada possa ter ultrapassado uma situação de simples negligência. A definição jurídica dependerá do avanço das investigações.
Após a prisão em flagrante, a Polícia Civil solicitou a conversão da medida em prisão preventiva. Apesar do pedido, o casal recebeu liberdade provisória na audiência de custódia.
A soltura não encerra o inquérito nem representa uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados. A apuração deverá reunir outros elementos para esclarecer como ocorreu a morte da criança.
Em nota, o advogado Renato Tauille, responsável pela defesa do casal, afirmou confiar na Justiça e declarou que pretende apresentar, ao longo da investigação, elementos para demonstrar a inocência dos dois.
A defesa sustenta que os fatos serão esclarecidos e que será afastada qualquer responsabilidade atribuída indevidamente aos investigados.
Ao comentar o caso, o delegado ressaltou a responsabilidade assumida por quem aceita cuidar de uma criança. “Se você aceita cuidar de uma criança, você tem que cuidar”, afirmou Timossi.
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Havia um acordo de convivência entre os pais e o fim de semana seria destinado à permanência da criança com o pai.
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