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Investigações começaram depois que a mãe de uma criança do Paraná desconfiou ao ver a filha de 10 anos com a lanterna do celular ligada à noite. No Roblox, homem de 21 anos se passava por criança.
O homem de 21 anos, preso por agir como um "predador sexual virtual" e aliciar crianças por meio do jogo Roblox, tinha o mesmo comportamento em chats de outros jogos, como o Free Fire, segundo a Polícia Civil do Paraná.
Por envolver crianças, o processo está sob sigilo e o nome do preso não foi divulgado.
As investigações começaram depois que a mãe de uma criança de Arapoti, na região dos Campos Gerais, desconfiou ao ver a filha, de 10 anos, com a lanterna do celular ligada à noite.
Ela decidiu checar o comportamento on-line da menina e, no chat do Roblox, encontrou conversas em que a criança foi induzida pelo homem a enviar imagens íntimas por meio de outras plataformas, já que o chat do Roblox não permite o envio de fotos ou vídeos.
O homem, que mora em Teolândia (BA), foi preso na última terça-feira (30). Durante a prisão do suspeito, foram apreendidos um aparelho celular, um console de videogame e dois pendrives.
O Roblox é uma plataforma global on-line e um sistema de criação de jogos. Ele permite que os usuários joguem títulos criados por outros desenvolvedores, além de programar e publicar seus próprios jogos.
Segundo a investigação, cinco vítimas foram identificadas pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR), que agora analisa os equipamentos eletrônicos apreendidos durante a prisão para verificar a possibilidade de existirem mais vítimas.
"Após estabelecer um falso vínculo de confiança, o investigado passava a exigir o envio de fotos íntimas da criança de roupa íntima, enviava imagens de sua própria genitália e dava ordens expressas para que as vítimas apagassem as mensagens, visando ocultar os abusos dos pais", explica o delegado Thiago Pinheiro.
No inquérito que apura o caso, há prints de publicações com cunho sexual que o homem fazia também no Instagram por meio de uma conta falsa. As imagens mostram que ele tentava provocar interações de crianças e jovens em que eles expusessem intimidades incompatíveis com as idades deles.
O homem deve responder por aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, satisfação de lascívia mediante presença de criança, produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável e armazenamento de conteúdo sexual infantil.
"O suspeito agia como um predador virtual em série, aproveitando-se do anonimato e da ausência de barreiras geográficas da internet. Ele praticava o 'grooming', mentindo ter 13 ou 15 anos de idade para ganhar a confiança de meninas em torno de 12 anos", disse o delegado.
Grooming é uma prática de manipulação em que um adulto conquista gradualmente a confiança de uma criança ou adolescente para explorar, abusar ou obter vantagens, muitas vezes de natureza sexual. É algo que pode ocorrer presencialmente ou pela internet e costuma incluir aproximação, criação de um vínculo emocional, isolamento da vítima e ocultação do abuso.
O g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Roblox e tentou contatar a assessoria do Free Fire, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Diálogo entre pais e crianças é fundamental para identificar abusos
Cecília Landarin, analista de projetos do Centro Marista de Defesa da Infância, aponta que o caso é um exemplo de como o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes depende de uma ampla rede de cuidado e proteção. "O Roblox, ou qualquer outro jogo ou ambiente digital, não causa violência sexual. Mas ele pode ser usado por esses agressores", conta.
"A violência sexual acontece também nesse ambiente, né? E ela precisa ser enfrentada com prevenção, com diálogo, com educação, com responsabilidade das plataformas, das famílias e da sociedade", destaca Landarin.
Para a especialista, a relação entre pais e filhos é fundamental para identificar sinais de abusos. Como aconteceu no caso descoberto pela mãe em Arapoti, ela destaca que os pais precisam estar atentos a mudanças de comportamento.
"A gente evita trabalhar com um 'checklist' de sinais, porque cada criança vai manifestar isso de uma forma. [...] As mudanças bruscas de comportamento precisam ser observadas. Quando uma criança começa a esconder o celular, a gente tem uma responsabilidade como famílias. A gente evita a culpabilização das famílias, mas a gente tem uma responsabilidade, como familiares, de acompanhar aquilo que as crianças fazem no ambiente on-line, assim como a gente tem essa responsabilidade na vida", afirma Cecília.
Diante do desafio de lidar com os contatos feitos por crianças e adolescentes na internet, a frequência e a forma com que pais e filhos conversam fazem uma grande diferença. "Isso é a prevenção possível, para que a gente construa um espaço seguro para que essa criança se sinta à vontade para manifestar aquilo que está vivendo no celular ou fora dele. Porque o controle total a gente jamais terá", conclui.
O Roblox foi alvo de crescentes denúncias e investigações no Brasil após casos de aliciamento e conteúdos impróprios virem à tona.
Em janeiro de 2026, o jogo restringiu o uso do chat para crianças: jogadores só podem conversar com usuários de faixas etárias parecidas. A medida não agradou parte do público, que começou uma série de protestos virtuais na plataforma.
Nesta terça (15), a plataforma começou a liberar dois novos tipos de conta para menores de 16 anos. Jogadores de 9 a 15 anos serão direcionados para a versão Roblox Select, e menores de 9 anos usarão a Roblox Kids. Maiores de 16 anos continuarão na versão padrão.
Com a mudança, será preciso provar a idade por selfie para abrir jogos voltados a adultos. Crianças e adolescentes só poderão acessar versões restritas da plataforma.
Vítima foi encontrada pendurada pela janela do lado do passageiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros Voluntários, condutor não foi encontrado no local após conseguir carona até Concórdia.
Veículo da vítima foi encontrado abandonado em praia horas depois. Assalto ocorreu pela manhã em São Francisco do Sul.
Colisão ocorreu no km 33,5 da SC-418 e bloqueou rodovia nesta sexta-feira.
Empresa responsável pela corrida, a 99, foi multada em mais de R$ 300 mil pelo Procon de Florianópolis. Caso é investigado pela Polícia Civil.
Lincoln Furtado, conhecido como Maldonado, retirou um tumor alojado no lado esquerdo do cérebro. Ele precisou tocar o instrumento durante a cirurgia para que os médicos pudessem monitorar as reações d