19 de março de 2026
Segurança

Polícia Civil detalha feminicídio que vitimou mulher de 29 anos com espingarda calibre 12 em São Lourenço do Oeste

Vítima foi identificada como Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos. Crime ocorreu dentro da residência do casal e foi confirmado como feminicídio.

Por Redação TiviNet

Atualizado em 18/03/2026 | 18:42:00

A Polícia Civil de Santa Catarina detalhou, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (18), as circunstâncias do feminicídio registrado no Centro de São Lourenço do Oeste.

A vítima foi identificada como Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos. Conforme apurado, ela foi morta com um disparo de espingarda calibre 12 na cabeça, dentro do banheiro da residência do casal.


Coletiva detalha o caso

As informações foram apresentadas pelo delegado Wilherm Negrão, da 28ª Delegacia Regional de Polícia, e pelo delegado Ricardo Melo, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).

Logo no início da coletiva, o delegado Wilherm Negrão destacou a gravidade do caso e o contexto de violência doméstica:

“Um feminicídio ocorrido hoje de manhã no centro da cidade, que gerou grande comoção pelo modo como aconteceu, por se tratar de mais um crime de violência doméstica, com a mulher como vítima.”

Ele também ressaltou o aumento desse tipo de crime:

“São números alarmantes, que vêm crescendo a cada dia no estado de Santa Catarina e no Brasil.”


Dinâmica do crime

De acordo com o delegado Ricardo Melo, o autor, de 36 anos, mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de sete anos. O casal vivia anteriormente em Curitiba (PR) e havia se mudado recentemente para São Lourenço do Oeste.

Na manhã desta quarta-feira, após uma discussão, o homem utilizou uma espingarda calibre 12, arma registrada pertencente à família, e efetuou o disparo a curta distância.

“Foi um disparo de arma de fogo, uma arma de alta energia, que transfixou a cabeça da vítima no banheiro da residência.”

A Polícia Civil informou que o tiro ocorreu a menos de um metro de distância, impossibilitando qualquer reação da vítima.


Criança estava na casa

O casal possuía uma filha de 4 anos, que estava na residência no momento do crime, junto com a avó.

Conforme o delegado, a criança não presenciou o feminicídio, pois havia sido retirada do local antes do disparo.

“A criança já estava fora do quarto. O crime aconteceu no banheiro.”


Autor se apresentou à polícia

Após o crime, o próprio autor compareceu à delegacia para se apresentar.

A partir disso, equipes da Polícia Civil, com apoio da Central de Plantão e da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), iniciaram imediatamente as diligências.

O homem foi autuado em flagrante por feminicídio consumado, com agravantes.

“Ele está sendo autuado em flagrante pela prática de feminicídio, cuja pena passa de 20 anos.”

Ele foi encaminhado ao presídio de Xanxerê, onde permanece à disposição da Justiça.


Caso é considerado atípico

Um dos pontos que chamou a atenção da Polícia Civil foi a ausência de registros anteriores de violência envolvendo o casal.

“Esse caso nos despertou bastante atenção por essa falta de registro. É raro que o primeiro ato já seja o feminicídio”, destacou o delegado Wilherm Negrão.

Segundo ele, a violência doméstica costuma seguir uma escalada:

“Ela começa com discussões, evolui para agressões e, em alguns casos, culmina no feminicídio. Esse caso foi atípico.”


Contexto e motivação

Durante o depoimento, o autor alegou que o relacionamento era conturbado e que tinha receio de perder a convivência com a filha.

Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que a discussão teria começado após a vítima mencionar a possibilidade de retornar para Curitiba com a criança.

Mesmo diante dessas alegações, a polícia reforça que não há qualquer justificativa para o crime.


Alerta sobre a violência doméstica

Durante a coletiva, o delegado Wilherm Negrão também chamou atenção para o cenário estadual:

“Neste ano, em Santa Catarina, são 51 feminicídios tentados e 7 consumados.”

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia e do acesso às redes de apoio, destacando que a atuação preventiva pode evitar desfechos trágicos.

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