18 de março de 2026
Segurança

Polícia alerta para sinais de abuso infantil e detalha perfil de agressores

Maioria dos casos ocorre dentro do convívio da vítima e pode ser identificada por mudanças no comportamento.

Por Oeste Mais

Atualizado em 18/03/2026 | 10:50:00

A Polícia Civil de Santa Catarina emitiu um alerta sobre a importância de identificar sinais de abuso infantil e chamou a atenção para o perfil mais comum dos agressores. Na região carbonífera de Criciúma, no Sul catarinense, mais de 210 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registrados entre 2024 e 2025.

Os dados, que abrangem os 12 municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), também mostram um aumento significativo nas denúncias em Criciúma, com crescimento superior a 57% no período.

Conforme a psicóloga Lilian Motta Gomes, que atua no atendimento especializado a vítimas, um dos principais equívocos ainda é acreditar que o agressor seja um desconhecido. Segundo ela, na maior parte das situações, a violência é praticada por pessoas próximas, como familiares, vizinhos, professores ou outros indivíduos de confiança da criança.

A especialista explica que os agressores costumam agir de forma estratégica, aproximando-se da família e conquistando a confiança da vítima ao longo do tempo antes de iniciar os abusos.

A identificação precoce é considerada essencial para interromper a violência. Entre os principais sinais de alerta estão mudanças repentinas de comportamento, como medo, ansiedade, isolamento ou alterações bruscas de personalidade. Também podem ocorrer regressões, quando a criança volta a apresentar atitudes já superadas, além de possíveis sinais físicos.

Outro ponto destacado é que o abuso não se limita ao contato físico. Expor a criança a conteúdos impróprios ou envolvê-la na produção de imagens com conotação sexual também são formas de violência.

As estatísticas indicam que a faixa etária entre 10 e 13 anos concentra o maior número de casos, com 85 registros nos últimos dois anos. No entanto, preocupa o aumento de 26% nas ocorrências envolvendo crianças de zero a cinco anos. As meninas representam 78% das vítimas.

A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada aos órgãos responsáveis ou por meio de canais de denúncia anônima, como o Disque 181.

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