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Família de Antônio Marcos Backes gastou cerca de R$ 15 mil com documentos, advogado e traslado até conseguir trazer os restos mortais ao Paraná.
Nove meses após o assassinato de Antônio Marcos Backes, de 36 anos, a família conseguiu receber os restos mortais do brasileiro em Barracão, no Sudoeste do Paraná. O corpo dele havia sido encontrado em uma área de mata na Argentina, em agosto de 2025.
A liberação aconteceu na quinta-feira (14), depois de uma longa espera marcada por burocracia, exames de DNA e trâmites judiciais entre os dois países.
A viúva, Pollyana Backes, contou que a família realizou uma cerimônia de despedida e cremação no Paraná.
“Fizemos uma cerimônia, cremamos e levamos até o cemitério. Foi triste, mas encerramos o ciclo. Foi bem difícil porque vivemos a dor do dia que fomos reconhecer o corpo. Quando eu peguei a urna com as cinzas na mão eu chorei muito”, disse.
Segundo ela, os restos mortais foram transportados de carro até Barracão. A família afirma ter gasto cerca de R$ 15 mil com advogado, documentos e o traslado.
No entanto, segundo ela, apesar da chegada dos restos mortais ao Paraná, a família ainda precisa concluir procedimentos burocráticos ligados ao consulado brasileiro e ao registro oficial do óbito no Brasil.
Relembre o caso
Antônio Marcos Backes foi encontrado morto em 18 de agosto de 2025, três dias após desaparecer. O corpo estava em uma área de mata em Bernardo de Irigoyen, cidade argentina que faz fronteira com Barracão, no Sudoeste do Paraná. O caso é investigado como homicídio e, até o momento, ninguém foi preso.
Uma semana depois da localização do corpo, Pollyana Backes viajou com os três filhos até Posadas, na Argentina, para reconhecer os restos mortais e realizar o exame de DNA que confirmaria a identidade de Antônio.
A família aguardou cerca de seis meses pelo resultado do exame, divulgado apenas em fevereiro deste ano. Mesmo após a confirmação, os familiares continuaram esperando uma autorização da Justiça argentina para o traslado ao Brasil. A liberação foi concedida somente na última quinta-feira (14).
Procurado pelo g1, o consulado brasileiro em Porto Iguaçu informou que o prazo para liberação e traslado de corpos varia conforme cada caso. Em situações sem investigação criminal, por exemplo, o processo pode ser concluído em até dez dias.
A polícia argentina informou que o caso estava em fase judicial e que cada etapa precisava de autorização de um juiz. Segundo Celestino Raúl Medina, chefe da polícia na cidade, processos de liberação de corpos em investigações de homicídio costumam ser demorados.
Questionado sobre o caso, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que tem conhecimento do caso e prestou assistência consular à família.
Outra família aguarda há quatro meses por corpo
A situação não é isolada na região de fronteira. Em Dionísio Cerqueira, cidade que também faz divisa com Bernardo de Irigoyen e Barracão, a família de Antônio Batista Soares, de 71 anos, enfrenta quatro meses de demora na liberação do corpo.
O idoso ficou desaparecido entre 16 de dezembro de 2025 e 13 de janeiro deste ano, quando teve o corpo encontrado. Segundo a família, ele saiu de casa, no Brasil, para acompanhar uma amiga até o hospital, no entanto, depois de deixá-la na instituição, não foi mais visto. O corpo dele foi encontrado em Bernardo de Irigoyen.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), ainda não foi identificada a causa e motivação da morte. Os agentes do Brasil aguardam informações da Argentina para dar seguimento à investigação.
Segundo o delegado Claudir Stang, da Polícia Civil de Dionísio Cerqueira, mesmo três meses após o corpo ser encontrado, nem mesmo a polícia recebeu o laudo cadavérico e o DNA para confirmar que se trata do desaparecido.
Segundo a filha, Berenice Soares, o corpo foi levado para Posadas e, até agora, a família não foi chamada para realizar o exame de DNA.
“Faz quase quatro meses e não tivemos mais notícias. Só reconhecemos pelas roupas e pertences”, disse.
Sobre o caso, o Itamaraty respondeu que tem conhecimento do caso, está em contato com as autoridades locais e com a família, a quem tem sido prestada assistência consular.
Quais são os trâmites para repatriação do corpo?
De acordo com informações do Consulado do Brasil em Buenos Aires, a repatriação ou cremação de um corpo no exterior depende, inicialmente, de autorização da Justiça local, solicitada pela família.
A liberação é concedida por um juiz após análise do caso e confirmação da causa da morte. O prazo varia conforme a situação e a natureza do óbito.
Após a autorização, cabe à família contratar uma funerária no país onde aconteceu a morte. A empresa será responsável por conduzir os procedimentos junto às autoridades locais e organizar o traslado ou a cremação, conforme a legislação vigente. O consulado pode fornecer uma lista de funerárias com experiência nesse tipo de serviço, mas não se responsabiliza pela atuação das empresas.
Em relação à documentação, a certidão de óbito brasileira pode ser emitida gratuitamente pelo consulado. Caso isso não ocorra, o documento estrangeiro deve ser apostilado no país de origem e, depois, traduzido por tradutor juramentado no Brasil para registro em cartório.
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