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Investigação aponta que condutor havia ingerido bebida alcoólica e dirigia em alta velocidade.
A Polícia Civil de Joaçaba prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira, dia 13, o motorista investigado pela morte da estudante Sarah Louise Held, de 18 anos, em um acidente ocorrido na madrugada de 12 de dezembro de 2025, na rodovia SC-150, em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense.
Segundo a polícia, o homem se apresentou espontaneamente na delegacia, acompanhado de advogados. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito. Inicialmente, a solicitação havia sido negada pela Justiça, mas o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que reformou a decisão e determinou a prisão do investigado.
Relembre o caso
O acidente aconteceu por volta das 4h30 da madrugada. Sarah Louise Held, moradora de Capinzal, estava em uma Volkswagen Parati com placas de Sananduva (RS), quando o veículo capotou e ficou completamente destruído.
A jovem, que ocupava o banco do carona, morreu ainda no local. Ela se formaria no ensino médio no dia seguinte ao acidente.
Um jovem de 20 anos, que também estava no carro, foi socorrido com dores na coluna e ferimentos no rosto. Ele foi encaminhado ao Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba, com auxílio do Samu.
Conforme os bombeiros, uma terceira pessoa envolvida no acidente deixou o local antes da chegada das equipes de resgate.
Embriaguez e manobras perigosas
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que o motorista havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica durante uma festa de formatura e não tinha condições de dirigir.
Ainda segundo a polícia, momentos antes do acidente o investigado foi filmado realizando ultrapassagens perigosas e dirigindo acima da velocidade permitida na rodovia, que é de 80 km/h. O laudo pericial confirmou que o veículo trafegava acima do limite permitido.
A investigação também apontou que nenhum dos ocupantes utilizava cinto de segurança.
Para a polícia, a conduta do motorista caracteriza dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de causar o resultado, mesmo sem intenção direta de provocar a morte. Durante o andamento do inquérito, a Justiça já havia determinado medidas cautelares contra o investigado, entre elas a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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