21 de julho de 2026
Gerais

Insuficiência renal crônica pode evoluir sem sintomas e exige atenção para diagnóstico precoce

Doença provoca perda irreversível da função dos rins, mas pode ter a progressão retardada com tratamento e mudanças no estilo de vida.

Por Oeste Mais

Atualizado em 21/07/2026 | 10:34:00

A insuficiência renal crônica é uma doença que compromete de forma permanente o funcionamento dos rins. O problema costuma evoluir lentamente e, nos estágios iniciais, geralmente não apresenta sintomas, o que faz com que muitos pacientes descubram a condição apenas em exames de rotina ou quando a doença já está mais avançada.

Conforme o blog Tua Saúde, entre as principais causas estão o diabetes e a hipertensão arterial sem controle adequado. Alterações na estrutura dos rins, como doenças císticas e malformações, também podem levar ao desenvolvimento da insuficiência renal.

Quando a doença avança, os rins deixam de filtrar corretamente o sangue, o que pode provocar uma série de complicações. Os sintomas mais comuns incluem urina com espuma ou sangue, dor na região das costas ou do abdômen, náuseas, vômitos, perda de apetite, redução da quantidade de urina, cãibras frequentes, inchaço nos pés e tornozelos e coceira pelo corpo.

Nos casos mais graves, também podem surgir fraqueza intensa, dor no peito, dificuldade para dormir, confusão mental, anemia, dificuldade para controlar a pressão arterial e até sangramentos sem causa aparente.

Diagnóstico precoce 

Nos estágios iniciais, a insuficiência renal crônica costuma ser identificada por meio de exames laboratoriais, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina. Em algumas pessoas, sinais como sangue ou espuma excessiva na urina podem ser os primeiros indícios da doença.

Por isso, especialistas recomendam que pessoas com fatores de risco realizem acompanhamento médico periódico, especialmente aquelas com diabetes, hipertensão, obesidade, colesterol elevado, fumantes ou que apresentam perda de proteínas pela urina.

Tratamento

Embora a insuficiência renal crônica não tenha cura, o tratamento pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. A abordagem varia conforme o estágio da enfermidade e pode incluir medicamentos, controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia, mudanças na alimentação e, nos casos mais avançados, hemodiálise.

Ao perceber sintomas ou diante da suspeita da doença, a orientação é procurar um clínico geral ou um nefrologista para avaliação e início do tratamento.

Como prevenir
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver insuficiência renal crônica:
• Manter o peso adequado;
• Praticar atividade física regularmente;
• Parar de fumar;
• Adotar uma alimentação equilibrada;
• Evitar o uso de anti-inflamatórios sem orientação médica;
• Controlar corretamente doenças como diabetes e hipertensão arterial.

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