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Objetivo é estimular o reconhecimento dos atos praticados e incentivar novas formas de se relacionar.
A Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, cidade próxima de Curitibanos, entre a Serra e o Meio-Oeste catarinense, recebeu o primeiro encontro do grupo reflexivo para homens autores de violência doméstica.
A iniciativa é uma das primeiras ações do Poder Judiciário catarinense desenvolvidas dentro de uma unidade prisional, com o objetivo de prevenir novas violências por meio da discussão sobre masculinidades e reflexão sobre comportamentos.
O projeto é conduzido pela Vara Criminal da comarca de Curitibanos, com apoio da Vara Regional de Execução Penal e parceria da administração do presídio. Ao longo de 2026, os participantes terão reuniões quinzenais, em um total de 12 encontros.
Como funciona
Os grupos reflexivos são espaços coletivos e mediados, voltados à escuta, crítica e responsabilização de homens que cometeram violência contra a mulher. A proposta incentiva a revisão de padrões de comportamento ligados a modelos de masculinidade que, muitas vezes, naturalizam práticas violentas.
O encontro inaugural foi conduzido pelo juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Junior e pela servidora Dianifer Madruga da Silva, ambos facilitadores capacitados pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O objetivo principal foi estimular o reconhecimento dos atos praticados, promover a elaboração emocional e incentivar a construção de novas formas de se relacionar, reduzir a reincidência e fortalecer a proteção às mulheres.
Na primeira reunião, os participantes se apresentaram e iniciaram a formação do vínculo grupal, etapa para criar confiança e estabelecer um ambiente de respeito, sem esquecer da responsabilidade individual de cada participante.
Durante o encontro, foram estabelecidos os combinados de convivência, como respeito à fala do outro, confidencialidade, compromisso com a participação, escuta sem interrupções e responsabilização pelas próprias condutas.
Também foram apresentados os temas que orientarão as discussões ao longo do ciclo de encontros, entre eles sentimentos e validação emocional, uso de álcool e outras drogas, além de relações familiares e afetivas.
“Criar um espaço de reflexão é fundamental para romper padrões que alimentam a violência e permitir que esses homens construam outras formas de convivência”, destaca o magistrado sobre a importância da proposta.
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