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Réu também foi sentenciado por porte ilegal de arma, direção sob efeito de drogas, desobediência e outros crimes.
Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar o companheiro de viagem com um tiro na cabeça foi condenado a 25 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, além de 1 ano, 5 meses e 7 dias de detenção, em regime inicial fechado, após júri popular realizado pelos crimes ocorridos em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense, entre os dias 8 e 9 de agosto de 2023.
A sessão de julgamento ocorreu na última sexta-feira, dia 30, mas a sentença foi divulgada nesta quarta-feira, dia 4, pelo MPSC.
Segundo as investigações, o réu estava de passagem pela cidade quando matou o companheiro de viagem em via pública, após um desentendimento relacionado ao uso de drogas e a um acordo anterior para que a vítima intimidasse a ex-companheira do acusado, forçando a revogação de medidas protetivas existentes contra ele.
Após o homicídio, o homem fugiu em direção ao Rio Grande do Sul e furou uma barreira policial na BR-116, em Vacaria (RS), dirigindo em alta velocidade, fazendo ultrapassagens em locais proibidos e manobras perigosas para despistar a viatura que o perseguia. Ao ser abordado, ele confirmou o uso de entorpecentes e foi preso em flagrante com uma pistola de calibre 45 de uso restrito, utilizada no crime, além de uma porção de cocaína.
O homem permaneceu preso preventivamente durante todo o processo e foi julgado por crimes previstos no Código Penal, na Lei Antidrogas, no Código de Trânsito Brasileiro e no Estatuto do Desarmamento.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Douglas Dellazari, que apresentou as provas aos jurados e pediu a condenação. Os jurados reconheceram que o homicídio foi qualificado pelo uso de arma de fogo de uso restrito, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo torpe e traição.
Após o julgamento, o homem foi reconduzido ao sistema prisional para o cumprimento da pena e não poderá recorrer em liberdade.
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