14 de julho de 2026
Segurança

Homem que atacou pai e filho com facão é condenado a 15 anos de prisão em Catanduvas

Réu foi a júri popular e também terá que pagar indenização e pensão mensal a uma das vítimas pelas sequelas permanentes do ataque.

Por Oeste Mais

Atualizado em 14/07/2026 | 10:36:00

Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por atacar pai e filho com golpes de facão dentro de uma residência em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense, foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado. O júri popular foi realizado na última sexta-feira, dia 10.

Os jurados reconheceram a prática de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa de uma das vítimas. Em relação à segunda vítima, o conselho de sentença desclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal grave.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais e fixou pensão mensal equivalente a um salário mínimo para uma das vítimas, em razão das sequelas permanentes causadas pelas agressões.

De acordo com a denúncia do MPSC, o crime aconteceu na madrugada do dia 4 de março de 2025, em uma residência no bairro Regina. O acusado participava de um churrasco na casa das vítimas quando um desentendimento deu início à violência.

Segundo a investigação, o homem se armou com um facão e passou a desferir diversos golpes contra uma das vítimas. Ao tentar defender o pai, o filho também foi atacado e sofreu vários ferimentos.

A morte das vítimas só não ocorreu porque o filho conseguiu buscar ajuda de vizinhos, que acionaram a Polícia Militar, enquanto o pai recebeu atendimento médico considerado essencial para evitar o óbito.

O Ministério Público sustentou que as vítimas estavam desarmadas e foram surpreendidas pela agressão. A acusação também destacou que a quantidade de golpes e as mutilações provocaram intenso sofrimento físico.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Diego Bertoldi afirmou que as provas produzidas durante a investigação demonstraram a autoria dos crimes e ressaltou que a decisão do júri representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de crimes que atentam contra a vida e a integridade física.

O Juízo da Vara Única da Comarca de Catanduvas manteve a prisão do condenado por entender que não houve fatos novos que justificassem a revogação da prisão preventiva. Também foi determinada a execução

imediata da pena, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania dos veredictos do tribunal do júri.

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