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Crimes ocorreram entre o fim do ano passado e março deste ano. Polícia apura se há relação entre os casos.
Alberto Pereira de Araújo, achado morto dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, dividiu apartamento com Matheus Vinícius Silveira Leite, suspeito de matar a corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas. A polícia apura se há relação entre os casos.
Conforme a Polícia Civil, Alberto e Matheus dividiram a mesma casa por alguns meses, até pouco antes do jovem ser encontrado morto, em 28 de dezembro. Já o suspeito e Luciani eram vizinhos de porta. O crime contra ela ocorreu em março deste ano.
Matheus era considerado foragido da justiça, usava nome falso na capital e também é apontado como responsável pela morte do comerciante João Batista Vieira, em Laranjal Paulista (SP), em 2022. À época, a polícia disse que Matheus havia trabalhado como segurança na padaria da vítima.
Alberto tinha 29 anos e era de Laranjal Paulista (SP), onde Matheus, de 27 anos, também nasceu e teria cometido o latrocínio contra o comerciante, de 65 anos. Luciani era natural de Alegrete (RS) e tinha 47 anos.
A corretora morava sozinha em um apartamento no bairro Santinho, região turística de Florianópolis. Nas redes sociais, se identificava também como administradora de imóveis e turismóloga.
Presos na investigação sobre a morte da corretora
Matheus está preso desde o dia 13 de março na Cadeia Pública de Porto Alegre (RS) por matar Luciani. Ele foi capturado com a namorada, de 30 anos, também suspeita do crime, em Gravataí (RS), ao tentar fugir.
Além do casal, a responsável pelo residencial onde Matheus morava também foi detida. Ângela Maria Moro, de 47 anos, foi detida inicialmente por receptação, mas com o avançar do caso, ela passou a ser identificada como suspeita de envolvimento na morte da corretora.
Desaparecimento e mensagens confusas
Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, o corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego em 9 de março. Dois dias depois, a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local.
O investigador afirmou que a motivação do crime envolve o patrimônio da vítima. A suspeita acontece após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani.
A dinâmica e a causa da morte ainda não foram divulgadas.
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