02 de novembro de 2026
Segurança

Ex-companheiro é suspeito de assassinar mulher no Paraná, tentar fugir e causar acidente a 70 km de distância do local do crime

Renato Fonseca Machado, de 39 anos, foi encontrado em Maringá. Patrícia Firmino da Silva, de 41 anos, foi morta a facadas em Jaguapitã. O g1 tenta localizar a defesa dele.

Por G1 Paraná

Atualizado em 02/11/2026 | 11:18:00

Renato Fonseca Machado, de 39 anos, é o principal suspeito de esfaquear e assassinar Patrícia Firmino da Silva, de 41 anos, com quem teve um relacionamento.

O crime foi registrado em Jaguapitão, no Norte do Paraná.

Entretanto, ele só foi localizado a 70 quilômetros de distância, em Maringá, quando causou um acidente em uma avenida.

O crime é investigado como feminicídio.

O g1 tenta identificar a defesa do suspeito.

De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), o assassinato aconteceu no domingo (1º). Patrícia foi encontrada pela Polícia Militar (PM-PR) dentro da casa, e a morte foi confirmada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Uma faca foi encontrada escondida atrás do sofá.

"Foi possível então coletar os relatos, onde foi confirmado que o seu ex-convivente teria agredido com uma faca, o qual veio a esfaqueá-la na região do pescoço [...]", disse o tenente Vinícius Perez, da PM.
Com as investigações, foi identificado que o suspeito havia deixado Jaguapitã em um carro depois de deixar a filha do casal com familiares.

Quando Renato viu as viaturas da PM — que realizou um cerco na região —, entrou na contramão da Avenida Pref.

Sincler Sambatti e bateu de frente contra outro automóvel.

Ele e o passageiro do segundo veículo ficaram feridos e foram encaminhados pelo Samu a um hospital.

A PM iniciou escolta de Renato, que foi preso em flagrante.

Relacionamento conturbado

O delegado Caio Cardoso disse à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que as primeiras apurações mostraram que Renato e Patrícia tiveram um relacionamento ao longo de oito anos.

Os dois têm uma filha.

O casal não estava mais junto.

Eles viviam em casas separadas há pelo menos duas semanas, após o relacionamento se tornar conturbado, segundo o delegado.

Uma vizinha relatou à polícia que, por volta das 9h de domingo, ouviu diversos barulhos de socos e chutes na parede da casa da vítima.

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