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Dirceu Marin, de 67 anos, estava desaparecido desde o dia 9 de setembro e teve o corpo localizado na tarde de quarta-feira; laudo ainda não foi concluído.
O delegado Gilmar Bonamigo afirmou nesta quinta-feira, dia 1º, que a investigação sobre a morte de Dirceu Marin, de 67 anos, encontrado no Rio do Peixe, trabalha inicialmente com a possibilidade de suicídio.
O corpo foi localizado na tarde de quarta-feira, dia 30, no rio que fica entre os municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, no Meio-Oeste catarinense.
A vítima foi identificada por meio da arcada dentária.
Segundo Bonamigo, o médico legista fez uma avaliação preliminar e apontou elementos compatíveis com hipótese de que Dirceu tenha tirado a própria vida.
No entanto, o laudo oficial ainda não está concluído e a investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte.
O idoso estava desaparecido desde a noite do dia 9 de setembro, quando saiu de casa, em Joaçaba, e não foi mais localizado.
Desde então, familiares e equipes de segurança realizaram buscas e procuraram imagens que pudessem ajudar a identificar o trajeto percorrido por ele.
Investigação reuniu informações antes da localização
De acordo com o delegado, durante a investigação foram levantadas informações que passaram a ser consideradas relevantes para a hipótese de suicídio.
Uma delas seria a informação de que Dirceu teria transferido bens para familiares antes de desaparecer.
A Polícia Civil também apurou que ele esteve em uma unidade de saúde na tarde do dia 9 de setembro para buscar uma receita.
Conforme o relato repassado à investigação, o homem estaria nervoso e impaciente durante o atendimento.
Ainda segundo Bonamigo, ele teria dito a um funcionário do local: “amanhã você vai me ver na TV”.
Ferimentos são analisados
Bonamigo informou que o médico legista identificou preliminarmente dois cortes nos pulsos e duas lesões semelhantes e paralelas no peito, aparentemente provocadas por um objeto perfurocortante.
Também foi identificado um corte na região do pescoço.
Segundo a avaliação preliminar repassada pelo delegado, essa lesão teria atingido uma grande estrutura vascular e seria, em princípio, a causa da morte.
Ainda conforme Bonamigo, não foram identificadas lesões que, numa análise inicial, fossem consideradas ferimentos de defesa.
A investigação também reuniu relatos de que Dirceu teria sido visto com uma faca antes do desaparecimento.
O corpo foi encontrado na água em estado avançado de decomposição.
Por esse motivo, segundo o delegado, não foi possível realizar um exame capaz de determinar se houve afogamento.
A Polícia Civil aguarda os exames e a conclusão do laudo para avançar na investigação e esclarecer o que de fato aconteceu.
“Profundo agradecimento”
A filha de Dirceu, Thaynara Marin, publicou uma mensagem de agradecimento às pessoas que participaram das buscas e prestaram apoio durante o período de desaparecimento.
“Nosso mais profundo agradecimento a todos que estiveram conosco neste momento tão doloroso, pelas orações, pelo carinho, pelas mensagens e por cada pessoa que ajudou nas buscas por ele.
Cada gesto de solidariedade jamais será esquecido”, publicou.
A Marin Vidros e Esquadrias, empresa fundada por Dirceu, também divulgou uma nota de pesar.
Segundo a empresa, ele construiu ao longo de mais de 30 anos a história da Marin Vidros e Esquadrias em Joaçaba.
“Foi com dedicação, trabalho e cuidado que ele construiu, ao longo de mais de 30 anos, a história da Marin Vidros e Esquadrias em Joaçaba.
Cada obra que entregamos carrega um pouco do que ele nos ensinou”, disse a empresa, que estará fechada na manhã desta sexta-feira, dia 2.
Velório e sepultamento
O corpo de Dirceu será velado nesta sexta-feira, das 9h às 11h, na Capela da Funerária São Rafael, no Centro de Joaçaba.
Após o velório, o sepultamento será realizado no Cemitério Municipal Nossa Senhora da Glória, em Herval d’Oeste.
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