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De 15 de dezembro até 18 de janeiro, a média foi de 40 resgates diários, entre arrastamentos por corrente de retorno e afogamentos com recuperação nas praias.
Invisíveis à primeira vista e extremamente perigosas, as correntes de retorno são o principal fator de risco para banhistas no litoral catarinense, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
Esse fenômeno pode arrastar uma pessoa para longe da praia em poucos segundos.
De acordo com os números da Operação Estação Verão, do dia 15 de dezembro até 22 de janeiro, foram 1.463 salvamentos totais.
Até o dia 18 de janeiro, foram 42 afogamentos com recuperação nas praias.
Em praias em que há presença de guarda-vidas, os locais com corrente de retorno são demarcados com bandeiras vermelhas e informam onde o banhista não deve entrar.
A subcomandante do Batalhão dos bombeiros de Florianópolis, major Natália Cauduro da Silva, o comportamento do banhista faz a diferença.
“É preciso que o banhista fique atento e, se perceber que está sendo puxado, acene por ajuda ao guarda-vidas e nade paralelamente à praia ou flutue até a ajuda chegar. Não gaste energia nadando contra a corrente, já que ela é mais forte que você”, orientou.
Duas mortes em uma semana
Entre 13 e 19 de janeiro, no relatório mais recente dos bombeiros, foram duas mortes por afogamento em Santa Catarina. Ambas foram no mar, em áreas sem cobertura de guarda-vidas. As vítimas foram dois homens, com idade média de 23 anos.
Ainda que os jovens de 24 e 25 anos sejam, em maioria, aqueles que tenham o maior número de casos, as crianças exigem muita atenção, já que até correntes pequenas conseguem arrastá-las. A major Natália recomenda que a criança esteja sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável.
Como forma de ampliar a segurança, os bombeiros oferecem gratuitamente pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas.
Nessa semana, foram 307 salvamentos no total e 2.036 lesões por águas-vivas.
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