19 de março de 2026
Social

Colégio particular suspende alunos após compartilhamento de mensagens misóginas

Caso envolveu estudantes do ensino fundamental e mobilizou ações de acolhimento, debates em sala e medidas disciplinares por parte da instituição.

Por Redação TiviNet, com informações do G1

Atualizado em 19/03/2026 | 09:36:00

Um episódio envolvendo estudantes do Colégio São Domingos, localizado no bairro Perdizes, em São Paulo, gerou forte repercussão e levou à adoção de medidas disciplinares por parte da instituição.

A escola confirmou que suspendeu alunos após o compartilhamento de mensagens consideradas misóginas em grupos de WhatsApp, não vinculados oficialmente ao colégio.


Conteúdo ofensivo gerou indignação

De acordo com apuração da imprensa, estudantes do 9º ano teriam criado uma lista com nomes de alunas classificadas como “mais e menos estupráveis”, conteúdo que rapidamente gerou revolta entre colegas e a comunidade escolar.

Em nota, o colégio classificou o material como “misógino” e “ofensivo à comunidade escolar — especialmente às estudantes”, destacando que o conteúdo está em desacordo com os princípios e valores da instituição.


Medidas disciplinares e pedagógicas

Após tomar conhecimento do caso, a direção informou que mobilizou a equipe pedagógica e adotou uma série de medidas. Entre elas estão a suspensão temporária dos alunos envolvidos, reuniões com os responsáveis e acompanhamento individual dos estudantes.

A instituição também promoveu discussões em sala de aula sobre o tema, com participação dos educadores, além da criação de um grupo de trabalho para apurar os fatos e acompanhar os desdobramentos.


Acolhimento e mobilização dos estudantes

Outro ponto destacado pela escola foi a realização de ações voltadas à escuta e acolhimento das alunas, diante do impacto emocional causado pelo episódio.

Na semana anterior, estudantes do ensino médio organizaram uma manifestação em defesa das mulheres, utilizando roupas roxas, cor associada à luta por igualdade de direitos e justiça.


Caso ainda não foi registrado oficialmente

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou que não localizou registro da ocorrência na Polícia Civil até o momento.

A escola reforçou que o caso envolve menores de idade e, por isso, exige sensibilidade, responsabilidade e sigilo durante a apuração.

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