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Somadas, as penas chegam a 54 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado. Crimes aconteceram em Jaraguá do Sul.
Dois homens ligados à Associação de Surdos de Jaraguá do Sul foram condenados por crimes sexuais contra adolescentes.
A decisão foi divulgada na quarta-feira (30) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Um dos homens era ligado à diretoria da instituição e o outro era companheiro dele, ambos surdos.
Somadas, as penas chegam a 54 anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicial fechado.
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A dupla foi presa em maio deste ano após investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso de Jaraguá do Sul.
O caso foi julgado pela 1ª Vara Criminal da cidade e os nomes dos réus não foram revelados para não identificar as vítimas.
O processo narra que uma das vítimas relatou que os abusos começaram quando ela tinha cerca de 12 anos, período em que um dos acusados era seu professor.
A segunda vítima detalhou episódios ocorridos entre os 10 e os 14 anos. Aos 17, afirmou ter recusado uma proposta de dinheiro em troca de sexo.
Veja as penas definidas para cada réu:
Um dos réus foi condenado a 29 anos e oito meses de reclusão por estupro de vulnerável, exploração sexual e tentativa de exploração sexual de adolescente.
O segundo réu recebeu pena de 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão por estupro de vulnerável contra as duas vítimas.
Em depoimento, eles negaram as acusações.
A defesa questionou a demora para a denúncia dos fatos, a continuidade da convivência entre as vítimas e os acusados, além de apontar divergências nosrelatos.
O que diz a Justiça
Na sentença, o magistrado considerou os depoimentos das vítimas coerentes, detalhados e firmes.
A decisão também destacou as dificuldades que adolescentes enfrentam para compreender e denunciar abusos sexuais.
Além da prisão, os réus deverão pagar, de forma solidária, R$ 10 mil a cada vítima como reparação por danos.
As prisões preventivas decretadas em maio deste ano foram mantidas.
A sentença também reconheceu a abatimento de cinco meses de reclusão, referentes ao período em que os réus estiveram presos entre 30 de abril e 29 de setembro de 2026.
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