01 de outubro de 2026
Segurança

Casal é condenado por estupro de pessoas surdas atendidas por instituição em SC

Somadas, as penas chegam a 54 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado. Crimes aconteceram em Jaraguá do Sul.

Por G1Santa Catarina

Atualizado em 01/10/2026 | 10:33:00

Dois homens ligados à Associação de Surdos de Jaraguá do Sul foram condenados por crimes sexuais contra adolescentes.

A decisão foi divulgada na quarta-feira (30) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Um dos homens era ligado à diretoria da instituição e o outro era companheiro dele, ambos surdos.

Somadas, as penas chegam a 54 anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicial fechado.

Casal é preso suspeito de estuprar pessoas surdas em instituição

A dupla foi presa em maio deste ano após investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso de Jaraguá do Sul.

O caso foi julgado pela 1ª Vara Criminal da cidade e os nomes dos réus não foram revelados para não identificar as vítimas.

O processo narra que uma das vítimas relatou que os abusos começaram quando ela tinha cerca de 12 anos, período em que um dos acusados era seu professor.

A segunda vítima detalhou episódios ocorridos entre os 10 e os 14 anos. Aos 17, afirmou ter recusado uma proposta de dinheiro em troca de sexo.

Veja as penas definidas para cada réu:

Um dos réus foi condenado a 29 anos e oito meses de reclusão por estupro de vulnerável, exploração sexual e tentativa de exploração sexual de adolescente.

O segundo réu recebeu pena de 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão por estupro de vulnerável contra as duas vítimas.

Em depoimento, eles negaram as acusações.

A defesa questionou a demora para a denúncia dos fatos, a continuidade da convivência entre as vítimas e os acusados, além de apontar divergências nosrelatos.

O que diz a Justiça

Na sentença, o magistrado considerou os depoimentos das vítimas coerentes, detalhados e firmes.

A decisão também destacou as dificuldades que adolescentes enfrentam para compreender e denunciar abusos sexuais.

Além da prisão, os réus deverão pagar, de forma solidária, R$ 10 mil a cada vítima como reparação por danos.

As prisões preventivas decretadas em maio deste ano foram mantidas.

A sentença também reconheceu a abatimento de cinco meses de reclusão, referentes ao período em que os réus estiveram presos entre 30 de abril e 29 de setembro de 2026.

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