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Represa do Capivari é utilizada para a produção de energia e não abastece a região com água. Instituto Água e Terra trabalha na contenção da carga de tintas e solventes. Criança de 4 anos e padrasto m
O caminhão que levava uma família e caiu na Represa Capivari, na Grande Curitiba, estava carregado com cerca de 5 mil litros de tintas e solventes, segundo Instituto Água e Terra (IAT).
O órgão informou que está avaliando impacto ambiental gerado pelo derramamento do material, que é considerado tóxico.
O acidente aconteceu na noite de domingo (26). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão saiu da pista na BR-116 e caiu na represa, que fica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O motorista e a enteada dele morreram. A esposa da vítima está internada e não corre risco de morrer.
O caminhão ficou submerso na represa e foi retirado da água na tarde desta segunda-feira (27).
De acordo com o IAT, uma operação de emergência ambiental foi organizada e técnicos estão trabalhando na contenção da carga derramada, mas ainda não é possível saber que quantidade do material tóxico entrou em contato com a água. Não há prazo para que o trabalho seja finalizado.
"Isso demanda um monitoramento contínuo da região do Capivari, através de análises laboratoriais, para que a gente possa ter informações técnicas mais corretas e adotar as ações de acordo com a necessidade", informou o fiscal do IAT Anderson Santos.
A Represa do Capivari é utilizada para a produção de energia e não abastece a região com água. No momento, o Instituto Água e Terra orienta que não é recomendado nadar ou pescar no local.
Em nota, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse que também está monitorando o caso. Também informou que foram retiradas as embalagens que estavam flutuando na represa e barreiras de contenção foram montadas no entorno do caminhão. Veja a nota na íntegra abaixo:
"O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que acompanha, de forma integrada com o Instituto Água e Terra (IAT), o acidente ocorrido na Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul. Equipes das duas instituições estiveram no local para vistoria técnica e monitoramento da situação.
O acidente envolve carga fracionada de tintas e solventes, em embalagens individuais. O volume efetivamente derramado ainda não foi quantificado, uma vez que parte das embalagens pode não ter sofrido ruptura.
Foram adotadas medidas emergenciais, como a retirada de embalagens que flutuavam e a instalação de barreiras de contenção no entorno do caminhão submerso e a jusante do local. A remoção dos materiais remanescentes está prevista com o apoio de equipe especializada.
Como medida preventiva, e enquanto seguem as ações de monitoramento ambiental, recomenda-se que a população evite a prática de pesca na área afetada."
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão saiu da pista no km 42 da BR-116, sentido São Paulo, e caiu na Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul. O veículo ficou submerso.
Conforme a corporação, o motorista e a esposa conseguiram sair do veículo, mas ele voltou para tentar salvar a enteada, de 4 anos, e desapareceu.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo dele foi encontrado submerso por volta das 12h desta segunda-feira (27), a cerca de 12 metros de onde o caminhão caiu. A criança foi achada sem vida pela corporação ainda durante madrugada, dentro da cabine do veículo.
A mãe foi socorrida e internada no Hospital Angelina Caron. Ela não corre risco de morrer. O nome da mulher não foi divulgado oficialmente.
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