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Especialista destaca que reconhecer a depressão como uma doença real e de base biológica é crucial para reduzir o preconceito e a culpa dos pacientes
A depressão é uma das condições de saúde mental mais prevalentes e debilitantes globalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e é a principal causa de incapacidade global. No Brasil, a OMS estima que cerca de 5,8% da população, o que representa 11,7 milhões de brasileiros, sofram de depressão, colocando o país como o de maior taxa na América Latina.
Em 2025, a Revista Cell realizou uma pesquisa que identificou cerca de 700 variações genéticas da depressão, a partir de dados genéticos de mais de 5 milhões de indivíduos em 29 países, lançando luz sobre os complexos mecanismos biológicos do transtorno. Os pesquisadores revelaram que as associações genéticas descobertas estão concentradas em neurônios localizados em áreas cerebrais vitais para a regulação do humor e das emoções, como a amígdala.
A psiquiatra e professora do Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP Afya), diretora secretária da Associação Paranaense de Psiquiatria ( APPsiq) Dra. Ana Camila Cabeço, explica a importância deste levantamento no tratamento dos pacientes com problemas mentais. “A depressão demonstra uma notável heterogeneidade, com evidências apontando para a influência de perfis psicodinâmicos, ambientais, sociais e biológicos. Essa diversidade de fatores resulta em uma manifestação única da condição em cada paciente”, detalha.
Dra. Ana ressalta, ainda, a confirmação que a pesquisa pode trazer para os atendimentos médicos personalizados. “Com análise de genes e suas variantes que estão relacionados à resposta, ao metabolismo e à toxicidade dos medicamentos, já é possível guiar e individualizar as escolhas medicamentosas para cada paciente de acordo com determinado genótipo”, esclarece a médica.
Segundo ela, “essa variação reforça a ideia de que a depressão possui um substrato biológico genético. No consultório, não basta tratar os sintomas; precisamos considerar o perfil genético de cada paciente para personalizar as estratégias terapêuticas, estamos na Era da Medicina de Precisão; esclarece Ana.
Ainda de acordo com a professora do UNIDEP Afya, a psicologia tem um papel essencial em educar, desmistificar e humanizar. E que é preciso informar que a depressão, assim como outros transtornos mentais não é 'problema de cabeça', mas sim uma doença real com contribuições biológicas e ambientais.
“Precisamos falar sobre as doenças para diminuir o estigma. Ao explicar a predisposição genética individual e que a depressão é como qualquer outra doença crônica, conseguimos reduzir a culpa e o preconceito em relação aos transtornos mentais. Uma pessoa pode carregar dezenas ou até centenas de variantes genéticas de risco e nunca desenvolver a doença se o ambiente for protetor. Por outro lado, alguém com menos variantes pode manifestar depressão diante de um trauma, uma adversidade crônica ou questões sociais como exclusão, pobreza e violência”, conclui.
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