09 de fevereiro de 2026
Gerais

Brasil apura seis mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

Riscos estão expostos na bula de medicamentos do gênero, segundo a Anvisa.

Por Oeste Mais

Atualizado em 09/02/2026 | 17:54:00

O Brasil registrou seis mortes suspeitas e 145 casos suspeitos de pancreatite que seriam ligados ao uso de "canetas emagrecedoras" no período entre 2020 e 2025. Os dados foram notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis no VigiMed, sistema oficial do órgão.

A agência informa que não pode afirmar que os casos sejam comprovados. Além disso, se forem considerados os números analisados em pesquisa clínica, os valores podem chegar a 225 ocorrências registradas. Segundo o painel, elas teriam ocorrido em pacientes de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

As notificações estão associadas a diferentes medicamentos agonistas do GLP-1 — hormônio que regula a glicose, estimula a insulina e promove saciedade — como semaglutida, tirzepatida, dulaglutida, liraglutida e lixisenatida. Ao acessar a VigiMed, é possível ver que as ocorrências estão ligadas aos medicamentos Ozempic, Mounjaro, Wegovy, Trulicity, Saxenda, Victoza, Rybelsus e Xultophy.

A Anvisa ainda afirmou que a bula dos remédios no Brasil já traz a possibilidade de que eventos adversos como a pancreatite aconteçam. Em abril de 2025, o órgão anunciou uma medida que exige a retenção de receita médica para a venda de canetas emagrecedoras. 

Uma das empresas responsáveis, a Elly Lilly, afirmou em nota enviada para a CNN Brasil, que a bula de Mounjaro (tirzepatida) adverte que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum e aconselha os pacientes a conversarem com um médico para obter mais informações sobre os sintomas. As demais marcas não se manifestaram, segundo a CNN.

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