27 de setembro de 2026
Segurança

Atleta de handebol de 15 anos morre após ser atingida por gangorra em sítio de amiga em SC

Beatriz Baldissera Peixoto sofreu o acidente enquanto estava com amigas em Alfredo Wagner. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a causa da morte.

Por Redação TiviNet, com informações do g1 SC

Atualizado em 27/09/2026 | 18:14:00

A atleta de handebol Beatriz Baldissera Peixoto, de 15 anos, morreu após sofrer um acidente com uma gangorra de madeira em um sítio de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, na tarde deste sábado (26).

Segundo Gabrielly Peixoto, irmã da adolescente, Beatriz estava acompanhada de amigas quando caiu do brinquedo e foi atingida pela estrutura de madeira. As outras jovens não ficaram feridas.

O relato apresentado pela irmã foi confirmado pela Polícia Civil, mas o caso ainda será analisado em inquérito policial sigiloso para apurar a causa da morte.


Acidente no sítio

Conforme as amigas relataram à família, quatro adolescentes utilizavam a gangorra no momento do acidente, com duas jovens posicionadas de cada lado.

Quando uma das extremidades desceu e voltou a subir rapidamente, as adolescentes perderam o equilíbrio e caíram. O brinquedo foi descrito como grande, pesado e formado por uma estrutura improvisada.

Segundo Gabrielly, Beatriz caiu de bruços. Na sequência, a parte central da estrutura, onde havia uma corda, soltou-se, e a madeira atingiu as costas da adolescente duas vezes antes de ela desmaiar.

As amigas pediram ajuda ao dono do sítio, pai de uma das jovens. De acordo com a irmã, Beatriz já não respirava quando ele chegou ao local.

A adolescente foi levada ao Hospital de Alfredo Wagner, mas não resistiu aos ferimentos.


Caso investigado

Gabrielly afirmou que o boletim de ocorrência registrou inicialmente o caso como uma queda de balanço. As amigas, porém, relataram à família que o equipamento envolvido no acidente era uma gangorra.

Ainda segundo a irmã, a filha do proprietário do sítio também descreveu a estrutura como uma gangorra durante o depoimento prestado à polícia.

A Polícia Civil mantém o caso em apuração por meio de um inquérito sigiloso.


Talento no handebol

Beatriz morava em Palhoça, na Grande Florianópolis, mas defendia a equipe de handebol de São José como atleta do município.

Em nota, a Prefeitura de São José lamentou a morte e destacou que a adolescente começava a ganhar espaço no cenário esportivo local e estadual.

“Bia representou São José com talento, dedicação, alegria e carinho, deixando sua marca no handebol josefense e em todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, declarou o município.

A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer solicitou à Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) um minuto de silêncio em todas as partidas da Etapa Regional Sul dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC).

A administração municipal também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, companheiras de equipe, comissão técnica e à comunidade do handebol.


Homenagens e luto

Gabrielly descreveu Beatriz como uma jovem engraçada e divertida e publicou uma homenagem à irmã.

“Te amar foi a coisa mais fácil que eu já fiz em toda minha vida. Te amo, minha Bibi. Você vai ser a estrela mais linda desse céu e a pessoa mais importante da minha vida para sempre.”

O Colégio Adventista do Estreito, onde Beatriz estudava, também divulgou uma nota de pesar e suspendeu as atividades escolares. A instituição cancelou o evento “Dia D”, que estava previsto para este domingo (27).

Em nota, o colégio afirmou que se une à família, aos amigos, aos professores e à comunidade escolar, optando por um momento de silêncio, acolhimento e oração.

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