Tivi São Lourenço, 10 de dezembro de 2019
Gerais

Gêmeos diagnosticados com síndrome são operados ainda no útero em SC

Segundo os médicos, eles tinham síndrome da transfusão feto-fetal. Próximas semanas vão ser fundamentais para observar a evolução dos estados dos bebês e da mãe.

Por G1/SC

Atualizado em 03/12/2019 | 09:17:00

Gêmeos diagnosticados com a síndrome da transfusão feto-fetal foram operados ainda dentro do útero em uma técnica considerada pela equipe médica como inédita em Santa Catarina. As próximas semanas vão ser fundamentais para observar a evolução dos estados dos bebês e da mãe. A cirurgia ocorreu na tarde de segunda-feira (2), em Florianópolis.

Durante a gestação, os gêmeos desenvolveram a síndrome, que afeta o crescimento e reduz as chances de que os fetos sobrevivam ao parto. Os dois compartilham a mesma placenta e vasos sanguíneos, mas um deles acaba recebendo mais sangue e nutrientes, desenvolvendo-se mais do que o outro.

Tanto o excesso quanto a falta de sangue podem levar à morte dos dois fetos. "A gente precisa tentar corrigir cauterizando esses vasos para a placenta poder suprir um pouco igual para cada um dos bebês, para assim eles poderem sobreviver", explicou a médica obstetra Jamile Abi Saab.

Cirurgia

A profissional participou da cirurgia, que durou uma hora e meia. Para a realização do procedimento, um equipamento de São Paulo precisou vir para Santa Catarina. O fetoscópio permite que os gêmeos sejam operados dentro do útero da mãe, sem a necessidade de procedimentos mais invasivos.

"Basicamente existem algumas situações que colocam o feto em risco durante o processo de gestação que esses procedimentos são indicados", disse o médico com especialidade na saúde do feto Maurício Saito.

De acordo com a equipe médica o procedimento correu dentro esperado. Agora, as próximas semanas vão ser fundamentais para observar a evolução dos estados dos bebês e da mãe, que vai ficar em repouso até o final da gestação.

"A gente vai precisar fazer ultrassons semanais, quinzenais, ela provavelmente vai precisar ficar internada com a gente e ser acompanhada até o final da gravidez", disse a médica obstetra.

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