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Justiça tenta encerrar caso de trabalho infantil em Capinzal, no Oeste; a dívida no processo já passa de R$ 1,4 milhão
Um caso de exploração infantil que aconteceu entre 2008 e 2012 em olarias de Santa Catarina está sendo julgado após 12 anos. Crianças e adolescentes eram obrigados a trabalhar, como carregar tijolos e operar fornos. Um dos réus chegou a dizer que “criança tem que trabalhar”. A dívida no processo já passa de R$ 1,4 milhão.
Exploração infantil vai a julgamento após 12 anos
A ação, ajuizada pelo MPT-SC (Ministério Público do Trabalho), resultou em condenação de três empresas e seus sócios por explorar o trabalho de crianças e adolescentes em condições insalubres e perigosas, entre 2008 e 2012.
As atividades ilegais ocorriam em olarias da região e envolviam transporte de tijolos, operação de fornos e manuseio de máquinas, tudo sem qualquer vínculo formal de emprego ou equipamentos de proteção.
Diante da recusa do jovem, o homem teria dito que “criança tem que trabalhar” e que “projeto social nenhum sustenta família”. Segundo o Ministério Público, evidencia o desprezo dos envolvidos pela legislação de proteção à infância e reforça a gravidade da conduta denunciada.
Dívida chega a R$ 1,4 milhão
Apesar da sentença ter sido proferida em 2013, a execução da pena esbarrou em diversos entraves, como alegações de impenhorabilidade de bens, leilões frustrados e ausência de patrimônio dos réus. Em 2024, a dívida acumulada chega a cerca de R$ 1,4 milhão.
O único bem localizado, um terreno de 7,2 mil metros quadrados com uma pequena residência, foi parcialmente protegido por decisão judicial, que garantiu 10% da área ao uso do réu como moradia. O restante pode ser destinado a projetos sociais voltados à infância e adolescência.
Exploração infantil em olarias
Na sentença, o juiz Alessandro Saucedo classificou as condutas como graves violações dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Ele destacou que o trabalho em olarias e cerâmicas está incluído na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, devido ao alto risco de acidentes e danos físicos e mentais.
“O trabalho infantil, especialmente em atividades da Lista TIP, deve ser combatido por todos os setores da sociedade, e em especial pela Justiça do Trabalho, tendo como meta sua erradicação”, escreveu o magistrado.
Os relatos colhidos durante o processo revelam jornadas exaustivas, prejuízos à vida escolar e acidentes graves. Um dos adolescentes perdeu um dedo em uma das ocorrências. Outro começou a trabalhar aos 11 anos.
“Criança tem que trabalhar”, disse réu ao tentar retirar jovem de projeto social
Um dos momentos do caso foi relatado por uma assistente social. Segundo ela, o atual executado na ação tentou retirar à força um adolescente de uma atividade socioeducativa no CRAS de Capinzal para levá-lo ao trabalho.
Ezequias José Marques Bemm estava no carro com os pais no momento do acidente.
Vítima foi atingida por disparo de arma de fogo na região do tórax.
Ocorrência foi registrada durante o evento de aniversário do município.
Autor chegou a ameaçar mulher de morte e causar danos no celular dela.
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