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Vítima de 19 anos foi encontrada sem roupas e ferida por zelador em Toledo, no oeste do estado. Dois suspeitos foram presos e não tiveram nomes divulgados.
Uma universitária de 19 anos foi estuprada e deixada inconsciente dentro do banheiro masculino do Estádio 14 de Dezembro, em Toledo, no oeste do Paraná. O crime aconteceu na noite de terça-feira (24), segundo a Polícia Civil (PC-PR).
Dois jovens, de 20 e 25 anos, foram presos suspeitos do crime. A identidade deles não foi divulgada. Imagens de câmeras de segurança mostram os suspeitos caminhando com a vítima na noite do crime. Com base nas gravações e nos depoimentos, a polícia localizou e prendeu os dois envolvidos.
De acordo com a delegada Ana Cris Oliveira, a vítima é acadêmica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e mora em Toledo para estudar. A delegada informou que a universitária havia saído para comemorar o fim do semestre em um bar com amigas, onde conheceu os suspeitos.
À polícia, ela contou que consumiu bebida alcoólica e não se lembra do que aconteceu após sair do bar com os dois.
"A menina teve um apagão. Ela não lembra do que aconteceu [...] Só se recorda de ter saído do bar com os dois e de ter acordado no banheiro masculino sem as roupas íntimas", afirmou a delegada.
A vítima foi encontrada desacordada na manhã de quarta-feira (25) por um zelador, sem roupas e sem os pertences pessoais. Ela apresentava dores nas partes íntimas e foi levada ao hospital, onde passou por exames e continua internada nesta quinta (26).
Vítima foi violentada duas vezes, segundo investigação
De acordo com a investigação, os suspeitos levaram a vítima de carro até uma estrada afastada, onde ocorreu o primeiro abuso.
Depois, ela foi levada para o estádio, onde foi violentada novamente e abandonada.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito de 25 anos tem registro por ato infracional análogo a estupro, também ocorrido em um banheiro na cidade em 2017.
Ambos confessaram que mantiveram relações sexuais com a vítima, mas alegaram que os atos foram consentidos.
A delegada Ana Cris Oliveira afirma que os homens alegaram que a relação foi consentida. "Eu questionei como eles acreditam que uma mulher extremamente bêbada tenha condições de consentir qualquer tipo de relação sexual”, diz.
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