02 de outubro de 2026
Segurança

Trio é denunciado por sequestro, extorsão e morte de venezuelano no Oeste

Vítima, de 44 anos, foi mantida à força no próprio carro e obrigada a realizar transferências bancárias; corpo foi encontrado em área de mata.

Por Oeste Mais

Atualizado em 02/10/2026 | 17:42:00

Dois homens e uma mulher foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por envolvimento em uma ação criminosa que teria começado com uma extorsão e terminado com a morte de um homem de 44 anos, identificado como Francisco José Rangel Martinez.

O caso ocorreu entre os dias 19 e 20 de julho, em Chapecó. 

A denúncia foi apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó.

O trio responde pelos crimes de extorsão mediante sequestro qualificada pela morte da vítima e ocultação de cadáver.

Os três estão presos preventivamente.

Segundo o Ministério Público, na noite de 19 de julho, a vítima estava acompanhada dos denunciados dentro do próprio veículo quando o saldo bancário dela teria chamado a atenção do grupo.

A partir disso, conforme a denúncia, o homem foi amarrado, amordaçado e mantido à força no carro, além de ser obrigado a realizar transferências bancárias. Os valores somados ultrapassaram R$ 1 mil e teriam sido

destinados a um dos denunciados.

Já no dia seguinte, diante da resistência da vítima e da frustração por não conseguirem obter os valores que acreditavam que ela possuía, os envolvidos teriam intensificado a violência utilizada durante a extorsão, o que provocou a morte do homem.

Após o crime, os três teriam utilizado o próprio carro da vítima para transportar o corpo até uma área de mata às margens da BR-282, em Cunha Porã.

No local, conforme o MPSC, o cadáver foi deixado entre a vegetação e coberto com caixas plásticas e outros objetos encontrados nas proximidades, com o objetivo de dificultar sua localização.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 100 mil a ser destinado aos familiares da vítima.

Os três denunciados seguem presos preventivamente. Segundo o MPSC, a medida busca garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

O processo tramita em segredo de Justiça.

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