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Especialista reforça que a atividade não substitui tratamento médico, mas pode somar na promoção da saúde mental
Setembro é marcado pelo movimento Setembro Amarelo, que coloca em pauta a importância de falar sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Além de acompanhamento médico e psicológico, práticas complementares vêm ganhando espaço nesse cuidado. Entre elas, o yoga aparece como uma das mais procuradas.
De acordo com estudos científicos, a prática regular de yoga pode contribuir para a redução de sintomas de ansiedade e depressão, melhoria na qualidade do sono e diminuição dos níveis de estresse. Além disso, pesquisas indicam que o yoga estimula a produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA, substâncias relacionadas à sensação de bem-estar, e reduz o cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
A professora de yoga Greyce Kely Piovesan destaca que, ao incorporar respiração consciente e atenção plena, a atividade ajuda a manter a mente equilibrada e o corpo regulado.
“O yoga tem ferramentas para nos auxiliar a lidar com as situações que a vida nos traz. Através de exercícios de respiração conseguimos controlar a ansiedade, regular as emoções, acalmar os pensamentos e até as batidas do coração”, explica.
Greyce ressalta que os benefícios vão além do momento da prática. “Os conhecimentos adquiridos durante a aula, quando levados para ‘fora do tapete’, é que realmente transformam o dia a dia. As tempestades virão, o que podemos mudar é a forma como reagimos a elas e é aqui que o yoga se diferencia de outras atividades físicas.”
Apesar dos benefícios, a especialista reforça que o yoga não substitui a psicoterapia nem o acompanhamento médico. “É uma ferramenta complementar, que pode potencializar os efeitos do tratamento tradicional, especialmente neste mês que reforça a importância do cuidado com a saúde mental.”
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