30 de julho de 2026
Gerais

Projeto torna obrigatório dispositivos de segurança em piscinas para evitar acidentes

Proposta prevê instalação de sistemas contra sucção em piscinas compartilhadas e estabelece prazo de um ano para adequação.

Por Oeste Mais

Atualizado em 30/07/2026 | 12:04:00

O Projeto de Lei 5.196/25, em análise na Câmara dos Deputados, pretende tornar obrigatória a instalação de dispositivos de segurança em motores e ralos de sucção de piscinas para prevenir acidentes graves, como afogamentos e casos em que cabelos ou partes do corpo ficam presos pela força da sucção.

A proposta, apresentada pelo deputado Jonas Donizette (PSB-SP), estabelece normas gerais de segurança para piscinas. A medida vale para piscinas de uso público, coletivo, em condomínios e também para aquelas de uso privativo com acesso compartilhado.

Pelo texto, esses espaços deverão contar, obrigatoriamente, com equipamentos de proteção, entre eles:
• tampas antiaprisionamento em todos os ralos de sucção;
• sistema de alívio de pressão em caso de bloqueio;

• desligamento automático da bomba quando houver obstrução ou alteração na pressão; e
• botão de parada de emergência, de fácil acesso, para interromper imediatamente o funcionamento da bomba.
Caso o projeto seja aprovado, a instalação desses dispositivos será exigida para a emissão de alvarás de funcionamento, habite-se e outras autorizações relacionadas ao uso das piscinas.

As piscinas que já estiverem em funcionamento terão prazo de 12 meses para se adequar às novas regras. O descumprimento poderá resultar em multas, interdição do local e outras penalidades administrativas.

Casos motivaram a proposta

Ao justificar o projeto, Jonas Donizette citou acidentes registrados nos últimos anos. Um dos casos ocorreu em dezembro de 2024, quando uma menina de 9 anos morreu após ficar com o cabelo preso ao sistema de sucção de uma piscina em um resort de Campinas (SP). A criança permaneceu submersa por cerca de sete minutos antes de ser resgatada. Situações semelhantes também foram registradas no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Distrito Federal.

Segundo o deputado, a proposta representa uma medida preventiva de baixo custo e com potencial para evitar novas tragédias.

O projeto foi apensado a outra proposta sobre o mesmo tema. No entanto, como o regime de urgência foi aprovado, o texto seguirá diretamente para votação no plenário da Câmara dos Deputados, sem passar pelas comissões. Depois, ainda precisará ser aprovado pelo Senado para se tornar lei.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.