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Dados recentes indicam crescimento acelerado do excesso de peso entre crianças e adolescentes. Especialista alerta para riscos e reforça a importância da prevenção.
O número de crianças e adolescentes com obesidade vem crescendo em ritmo preocupante nas últimas décadas e já é considerado um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Dados recentes do UNICEF indicam que, pela primeira vez na história, a obesidade superou a desnutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar no mundo.
Atualmente, cerca de 188 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivem com obesidade globalmente, o equivalente a aproximadamente um em cada dez nessa faixa etária. Em 2000, esse índice era de cerca de 3%, enquanto em 2025 a taxa global já se aproxima de 9,4%, evidenciando um crescimento consistente e acelerado.
No Brasil, o cenário também preocupa. Dados do Ministério da Saúde apontam que aproximadamente um terço das crianças e adolescentes brasileiros apresentam excesso de peso, considerando sobrepeso e obesidade. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, os índices já ultrapassam 30% em algumas regiões do país.
A médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Renata de Carvalho Kuntz, explica que mudanças no estilo de vida estão entre os principais fatores associados ao crescimento da obesidade infantil.
“O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, aliado à redução da prática de atividades físicas e ao aumento do tempo de tela, compõem o cenário que favorece o ganho de peso precoce”, explica a especialista.
Para a médica, a obesidade infantil vai muito além de uma questão estética, pois pode trazer consequências importantes para a saúde.
“A obesidade na infância aumenta significativamente o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares e também alterações emocionais, como ansiedade e baixa autoestima. Quanto mais cedo o excesso de peso se instala, maiores são as chances de ele persistir na vida adulta”, alerta.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças e adolescentes devem praticar pelo menos 60 minutos de atividade física por dia. Além disso, a especialista destaca que pequenas mudanças na rotina familiar podem fazer grande diferença.
“É importante priorizar alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e proteínas magras. Também é fundamental estabelecer horários regulares para as refeições e evitar o uso de telas durante a alimentação. Outro ponto importante é incentivar brincadeiras e atividades esportivas, que ajudam no desenvolvimento saudável”, orienta a Dra. Renata.
Outro aspecto fundamental apontado pela médica é o exemplo familiar.
“A criança aprende muito pelo exemplo. Se a família mantém hábitos saudáveis, as chances de ela desenvolver uma relação equilibrada com a alimentação são muito maiores”, ressalta.
Alguns sintomas podem indicar que algo não está bem e devem chamar a atenção de pais e responsáveis. Entre eles estão ganho de peso acelerado em curto período e cansaço excessivo ao realizar atividades simples.
“Também podem surgir falta de ar, dores nas articulações, alterações de humor, isolamento social, além de alterações nos níveis de glicemia e pressão arterial. Nessas situações, o ideal é procurar um médico pediatra ou endocrinologista para uma avaliação adequada”, explica a especialista.
O avanço da obesidade infantil reflete transformações profundas no modo de viver e se alimentar da sociedade contemporânea. O enfrentamento do problema depende de ações conjuntas entre famílias, escolas, profissionais de saúde e políticas públicas. Nesse cenário, a prevenção ainda é o melhor caminho para garantir um futuro mais saudável às próximas gerações.
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