17 de setembro de 2026
Segurança

Mulher que deu bolo envenenado ao companheiro para tentar matá-lo é condenada em SC

Casal estava junto há 20 anos. Segundo MP, ela colocou 'chumbinho' na receita porque não aceitava fim do relacionamento.

Por G1Santa Catarina

Atualizado em 17/09/2026 | 10:13:00

Uma mulher que deu um bolo envenenado com "chumbinho" ao companheiro para tentar matá-lo foi condenada a 9 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado, informou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que fez a denúncia contra ela.

O caso ocorreu em Itajaí, no Litoral Norte do estado.

O casal estava junto há 20 anos e tinha união estável. Conforme o MP, a mulher cometeu o crime porque não aceitava o fim do relacionamento.

Na época, ela tinha 37 anos e o companheiro, 40. O g1 entrou em contato com a defesa da mulher e não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem.

A condenação ocorreu na sexta-feira (11), mas só foi divulgada pelo MPSC na terça (15).

A mulher recebeu pena por tentativa de homicídio qualificada pelo emprego de veneno e motivo fútil.

Na dosimetria da pena, a Justiça considerou o uso do veneno como agravante e negou o direito de recorrer em liberdade.

Companheiro ficou mais de um mês sem trabalhar

Segundo a denúncia, o crime ocorreu no dia 15 de setembro de 2016, no bairro Cordeiros.

A mulher preparou o bolo com "chumbinho", um agrotóxico usado ilegalmente como veneno para ratos.

Ela insistiu para que o companheiro comesse o doce.

O homem ingeriu o alimento, sofreu uma intoxicação grave e passou mal no trabalho, onde foi socorrido por colegas e levado a um hospital.

Os laudos periciais constataram intoxicação e apontaram perigo de vida. Ele também precisou ficar sem trabalhar por mais de 30 dias.

Ainda conforme o MP, durante o processo o homem relatou que já tinha sido ameaçado pela companheira durante tentativas de terminar o relacionamento. Também afirmou que, dias antes do episódio, ela havia mencionado a intenção de comprar veneno para ratos.

A mulher negou a prática do crime e disse que não havia intenção de matar o companheiro, mas as provas técnicas e testemunhais do processo apontavam em outra direção.

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