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Os dois têm 13 anos; medida provisória tem prazo máximo de 45 dias, e defesa afirma que o disparo foi acidental.
A Justiça determinou a internação provisória de um adolescente de 13 anos, investigado por atirar na cabeça de um amigo da mesma idade em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no sábado (10), e a medida, solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), tem prazo máximo de 45 dias.
O adolescente é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado. Segundo a representação do MPSC, ele teria efetuado o disparo após acessar uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional do Oeste (HRO), onde passou por cirurgia.
Ao solicitar a internação, o Ministério Público apontou indícios de autoria e materialidade, além da gravidade da ocorrência.
A Justiça acolheu o pedido e determinou avaliação psicossocial, acompanhamento psicológico dos adolescentes e atendimento especializado aos responsáveis, além da continuidade das investigações e dos exames periciais.
A internação provisória não representa uma condenação, mas uma medida determinada durante a apuração.
Durante as diligências na residência, foram apreendidas uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.
O pai do adolescente, proprietário das armas, também é investigado por suposta omissão de cautela na guarda de arma de fogo, prevista no Estatuto do Desarmamento.
Em nota, o advogado Yonatan Mayer, que representa a família do adolescente investigado, afirmou que o disparo foi acidental e que os dois eram melhores amigos. Segundo a defesa, eles brincavam quando o episódio aconteceu.
A nota informa que o adolescente que manuseava a arma chamou vizinhos para pedir socorro logo após o disparo.
A família manifestou solidariedade à vítima e aos familiares, afirmou receber com serenidade a decisão judicial e declarou confiar no Judiciário. As circunstâncias do disparo serão esclarecidas pela investigação.
Vítimas tinham 36 e 51 anos; polícia apreendeu uma espingarda e uma faca e realizou buscas por um terceiro envolvido.
Um bebê, que estava no colo do pai durante o desentendimento, também precisou passar por avaliação médica, mas não apresentou ferimentos.
Edenize Salete Dequigiovanni, de 35 anos, conduzia um dos automóveis envolvidos na colisão frontal registrada na madrugada de domingo.
Apesar do susto, o motorista e os demais ocupantes conseguiram sair do automóvel antes que as chamas se espalhassem, sem sofrer ferimentos.
Buscas foram realizadas às margens do Rio Moraes, com uso de drone e embarcação, mas a criança não foi localizada.
Uma das vítimas ficou presa dentro do carro e precisou ser desencarcerada.