12 de outubro de 2026
Segurança

Justiça determina internação de adolescente investigado por tiro na cabeça de amigo em Chapecó

Os dois têm 13 anos; medida provisória tem prazo máximo de 45 dias, e defesa afirma que o disparo foi acidental.

Por Redação TiviNet, com informações do ND Mais

Atualizado em 12/10/2026 | 09:46:00

A Justiça determinou a internação provisória de um adolescente de 13 anos, investigado por atirar na cabeça de um amigo da mesma idade em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no sábado (10), e a medida, solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), tem prazo máximo de 45 dias.

O adolescente é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado. Segundo a representação do MPSC, ele teria efetuado o disparo após acessar uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional do Oeste (HRO), onde passou por cirurgia.


Decisão judicial

Ao solicitar a internação, o Ministério Público apontou indícios de autoria e materialidade, além da gravidade da ocorrência.

A Justiça acolheu o pedido e determinou avaliação psicossocial, acompanhamento psicológico dos adolescentes e atendimento especializado aos responsáveis, além da continuidade das investigações e dos exames periciais.

A internação provisória não representa uma condenação, mas uma medida determinada durante a apuração.


Armas apreendidas

Durante as diligências na residência, foram apreendidas uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.

O pai do adolescente, proprietário das armas, também é investigado por suposta omissão de cautela na guarda de arma de fogo, prevista no Estatuto do Desarmamento.


Versão da defesa

Em nota, o advogado Yonatan Mayer, que representa a família do adolescente investigado, afirmou que o disparo foi acidental e que os dois eram melhores amigos. Segundo a defesa, eles brincavam quando o episódio aconteceu.

A nota informa que o adolescente que manuseava a arma chamou vizinhos para pedir socorro logo após o disparo.

A família manifestou solidariedade à vítima e aos familiares, afirmou receber com serenidade a decisão judicial e declarou confiar no Judiciário. As circunstâncias do disparo serão esclarecidas pela investigação.

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