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Ministério Público defende condenação da mulher de 69 anos por tentativa de homicídio qualificado.
A idosa de 69 anos, acusada de mandar matar a companheira do ex-marido será julgada nesta sexta-feira, dia 27, em Chapecó. O júri popular foi remarcado em dezembro do ano passado, após a ré ser internada com sintomas de depressão grave.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) defende a condenação da mulher por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em junho de 2019.
De acordo com o MPSC, a acusada teria encomendado a morte da vítima após não aceitar o fim do casamento. Antes disso, buscou os serviços de uma cartomante para tentar uma reconciliação, mas, sem sucesso, passou a planejar o assassinato da nova companheira do ex-marido.
Como o feitiço, que custou cerca de R$ 300 mil, não deu certo, a cartomante supostamente propôs o homicídio da atual companheira do homem. Um atirador teria sido contratado pelo marido da cartomante para executar o crime e recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo seguido de morte). Dos R$ 35 mil prometidos, R$ 15 mil foram pagos antecipadamente.
O crime ocorreu durante à tarde, no Centro de Chapecó, quando o executor efetuou três disparos contra a vítima, que foi atingida na cabeça. A mulher sobreviveu, mas sofreu lesões graves e permanentes.
O autor dos disparos, de nacionalidade paraguaia, fugiu em uma motocicleta e foi preso pouco depois. Ainda segundo a denúncia apresentada, a cartomante, então, exigiu mais dinheiro da mulher a fim de sair da cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o neto, a acusada entregou cheques no total de R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.
Outros envolvidos já julgados
O homem que efetuou os disparos já foi julgado e condenado ainda em novembro de 2021 à pena de 15 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado. Já o marido da cartomante recebeu pena de 12 anos de prisão no dia 12 de maio de 2022, por tentativa de homicídio duplamente qualificada.
Na mesma sessão, a cartomante foi condenada a 4 anos de prisão, em regime aberto, por extorsão contra a cliente que encomendou o crime, mas acabou absolvida da acusação de tentativa de homicídio. O MPSC recorreu, e o Tribunal de Justiça anulou a sentença, determinando que ela seja julgada novamente.
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