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O crime ocorreu na rua Teresópolis, após ele descobrir que a vítima estaria se relacionando com sua ex-companheira
Um homem foi condenado em Joinville, no Norte de Santa Catarina, pelo assassinato de Márcio José Antunes, morto a pauladas em 2024, no bairro Guanabara. O crime ocorreu na rua Teresópolis, após ele descobrir que a vítima estaria se relacionando com sua ex-companheira. Na época, ele cumpria pena em regime aberto.
Por volta das 9h30, do dia 14 de abril, ele foi até onde Márcio e sua ex-companheira estavam dormindo e deferiu os golpes que atingram várias regiões do corpo de Márcio, incluindo regiões da cabeça.
Segundo a denúncia do MPSC, o crime foi motivado por ciúmes. A filha da ex-companheira relatou que ele ainda teria agredido ela, puxando-a pelos cabelos.
O tribunal do júri reconheceu, por maioria, que o acusado foi de fato autor do crime. Também decidiu não absolver o réu da acusação. Além disso, concluiu que o crime foi cometido por motivo torpe (fútil), com crueldade e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Márcio estava dormindo.
Condenado a 24 anos de prisão
O homem foi condenado à pena de 24 anos, 6 meses e 12 dias de reclusão pela prática de homicídio qualificado. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado, sem possibilidade de substituição por penas alternativas ou concessão de suspensão condicional.
Ainda foi considerado que o tempo de prisão preventiva que ele cumpriu não foi suficiente para alteração do regime. Também foi negado ao réu o direito de recorrer em liberdade, devendo permanecer preso durante eventual recurso.
Além disso, foi condenado ainda ao pagamento das custas processuais, porém, essa exigência ficou suspensa em razão da concessão da gratuidade da justiça.
Vítima foi encontrada consciente, mas desorientada, com ferimentos no rosto e escoriações pelo corpo.
Fogo consumiu metade da área interna da estrutura, que abrigava 8,8 mil frangos.
Polícia identificou três mulheres envolvidas na ocorrência; um adolescente também se apresentou posteriormente às autoridades.
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