02 de julho de 2026
Segurança

Homem alega que esposa se suicidou, mas é preso após laudos apontarem que ela foi assassinada, no PR

Geovana Gabrielle da Silva Lopes, de 26 anos, foi encontrada morta no dia 21 de junho. Fernando Bernadelli de Souza Goes, de 36 anos, foi preso preventivamente e vai responder por feminicídio e fraude

Por G1 Paraná

Atualizado em 01/07/2026 | 17:05:00

Fernando Bernadelli de Souza Goes, de 36 anos, foi preso por suspeita de feminicídio, em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Ele é apontado como o principal autor do assassinato da esposa Geovana Gabrielle da Silva Lopes, de 26 anos.

A vítima foi encontrada morta na própria casa, no dia 21 de junho. A princípio, Fernando havia dito que ela teria se suicidado. Mas, laudos periciais apontaram que Giovana foi assassinada por meio de estrangulamento.

Uma semana após a morte da companheira, Fernando foi preso preventivamente. À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o advogado dele disse que a prisão é "desproporcional". 

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Paranavaí. Conforme o delegado Luciano Dias, Fernando é o principal suspeito, pois estava na casa onde Giovana foi encontrada morta. Foi ele quem chamou a polícia.

Segundo o delegado, exames periciais feitos no imóvel e um laudo necroscópico identificaram que a morte da vítima foi provocada pela ação de terceiros.

"Inicialmente a polícia já trabalhou com duas hipóteses: de suicídio e feminicídio, pois no local de morte não tinha as características, conforme a medicina legal, de suicídio. Então, a polícia científica entrou em ação e, com o laudo de levantamento de local e necropsia, foi possível identificar que foi uma ação humana de terceiros que levou à morte da vitima", explicou o delegado.

Fernando vai responder por feminicídio e fraude processual. Com a prisão dele, a Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para finalizar o inquérito.

O advogado Caike Aslen atua na defesa de Fernando e disse que vai recorrer da prisão.

"A defesa entende que a prisão preventiva do Fernando é totalmente desproporcional. É uma medida incabível neste momento, tendo em vista que, analisando os autos do inquérito, não há prova suficiente da autoria e da materialidade. A todo momento ele colaborou com as investigações. Um laudo isolado, sem outras provas que corroborem, não é justificativa para um decreto prisional. Assim que analisarmos essa decisão e verificarmos que não tem esses requisitos para esse decreto prisional, nós vamos manejar um habeas corpus na Justiça visando à revogação dessa prisão", disse o advogado.

Giovana frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia, da Vila Operária de Paranavaí. O local publicou uma nota de pesar lamentando a morte da fiel.

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