24 de outubro de 2026
Segurança

Funcionários de creche percebem hematomas e manchas de sangue em menina de 2 anos, acionam polícia e padrasto é preso no Paraná

Criança chegou à unidade de ensino com hematomas no rosto e nas costas e manchas de sangue na roupa. Segundo a Polícia Civil, ela já havia apresentado ferimentos anteriormente. Caso aconteceu em Palot

Por G1 Paraná

Atualizado em 22/10/2026 | 12:21:00

Funcionários de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Palotina, no oeste do Paraná, perceberam ferimentos no rosto e no corpo de uma menina de 2 anos e acionaram a polícia.

A criança chegou à creche com hematomas, sangramento e manchas de sangue na roupa.

O padrasto dela, de 27 anos, foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos na terça-feira (20).

A identidade dele não foi divulgada.

Segundo a Polícia Civil, a menina apresentava hematomas no rosto, nos lábios, nas orelhas e nas costas, além de inchaço no nariz.

De acordo com o delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pela investigação, não foi a primeira vez que a criança chegou à unidade de ensino com ferimentos.

Cerca de 20 a 30 dias antes, ela apresentou um corte no queixo que precisou de pontos.

O padrasto, segundo o delegado, apresentou versões diferentes para explicar o machucado anterior.

Em um dos relatos, afirmou que a menina havia caído sobre uma mesa de mármore.

Em outro, disse que ela tinha caído no chão.

O homem era responsável por colocar a enteada no transporte escolar enquanto a mãe trabalhava.

No dia da prisão, ele afirmou à companheira que havia entregado a criança ao motorista e à monitora da van sem ferimentos.

Os dois, no entanto, negaram essa versão, segundo a Polícia Civil.

Em depoimento, a monitora contou que percebeu um hematoma próximo ao olho da menina durante o trajeto.

Ela afirmou que não viu as manchas de sangue porque a criança estava agasalhada. Os demais ferimentos foram identificados quando a menina chegou à creche.

Segundo o delegado, uma das marcas encontradas no rosto da criança apresentava características de uma possível agressão.

"Tem ali umas marcas e uns possíveis dedos no rosto da criança", afirmou Sousa.

Após a denúncia, a Polícia Civil ouviu a mãe da menina, a diretora e a pedagoga da creche, além do motorista e da monitora do transporte escolar.

O padrasto foi localizado em casa e preso em flagrante por suspeita de maus-tratos.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe da menina não tinha conhecimento das supostas agressões.

Polícia investiga possível crime de tortura

A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos médicos para verificar a extensão dos ferimentos e identificar possíveis lesões que não foram percebidas inicialmente.

Segundo o delegado, dependendo dos resultados dos exames e das provas reunidas, o caso poderá ser investigado como tortura-castigo, crime que prevê penas mais severas do que as aplicadas aos maus-tratos.

"As investigações continuam.

Vamos esperar os possíveis laudos médicos para ver a quantidade de lesões que existem nesta criança, se existem mais lesões do que as visíveis", explicou.

Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre o estado de saúde da menina ou sobre eventuais medidas de proteção adotadas após a prisão do padrasto.

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