27 de fevereiro de 2026
Segurança

Fortes chuvas deixam 49 mortos e ao menos 18 desaparecidos em Juiz de Fora (MG)

Temporais já desalojaram mais de 3,5 mil pessoas e mantêm alerta para novos deslizamentos e enchentes.

Por Oeste Mais

Atualizado em 26/02/2026 | 12:03:00

As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, em Minas Gerais, já provocaram 49 mortes e deixaram ao menos 18 pessoas desaparecidas. O município voltou a ser atingido por temporais durante a madrugada desta quinta-feira, dia 26, quando novos corpos foram localizados, elevando o número de vítimas.

De acordo com boletim divulgado por volta das 7h30 pelas prefeituras e pelo Corpo de Bombeiros, são 43 mortes em Juiz de Fora e outras seis em Ubá. Entre os desaparecidos, 16 são de Juiz de Fora e dois de Ubá. Até ontem, eram 20 pessoas nessa condição, mas dois corpos foram encontrados nas últimas horas.

Na área da saúde, 21 pacientes permanecem internados em Juiz de Fora. Desde segunda-feira, as unidades registraram 44 atendimentos relacionados às chuvas.

Até a noite de ontem, 33 corpos haviam sido identificados na cidade, com 30 já liberados às famílias. Em Ubá, as seis vítimas foram identificadas e liberadas após perícia da Polícia Civil.

O número de desabrigados e desalojados também é elevado: mais de 3,5 mil pessoas em Juiz de Fora e 360 em Ubá. Segundo os bombeiros, mais de 238 moradores foram resgatados com vida nos dois municípios.

Novos deslizamentos e risco elevado

A madrugada desta quinta-feira foi marcada por chuva intensa e novos registros de desastres. O volume de chuva acumulado em fevereiro já chegou a 733 milímetros — quatro vezes acima da média histórica para o mês, conforme a Defesa Civil.

O Cemaden alertou para a possibilidade de novas enxurradas, alagamentos e inundações. O risco hidrológico é agravado pelas condições críticas do sistema de drenagem urbana. A previsão indica continuidade das chuvas, com intensidade de moderada a forte nos próximos dias.

Autoridades pedem evacuação

A Defesa Civil estadual e o Corpo de Bombeiros orientam que moradores deixem áreas de risco. Segundo os órgãos, há relatos de pessoas que retornaram às casas após evacuação.

Sinais como trincas nas paredes, portas e janelas emperradas podem indicar risco estrutural. “Priorizem suas vidas”, reforçaram as autoridades.

Uma área de baixa pressão próxima ao litoral deve manter a instabilidade em diversas regiões de Minas Gerais, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das regiões central, norte e noroeste do estado.

A previsão aponta acumulados entre 40 e 60 milímetros de chuva. Com o solo já encharcado, permanece alto o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas vulneráveis.

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