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Adriana Terezinha Bagestan, ex-vereadora de Paial, no Oeste, foi presa na última sexta-feira (20) em Chapecó; ela revelou detalhes do crime e a investigação segue em andamento
Adriana Terezinha Bagestan, ex-vereadora de Paial, no Oeste de Santa Catarina, presa na última sexta-feira (20) em Chapecó, é suspeita de matar o marido, Sedinei Wawczinak, de 42 anos, com um tiro na cabeça enquanto ele dormia.
O crime ocorreu entre a noite de quinta-feira (19) e a madrugada de sexta, na casa da família, localizada na zona rural do município. Adriana revelou detalhes do crime e a investigação segue em andamento.
Ex-vereadora revela detalhes do crime
Os dois filhos do casal estavam na casa no momento do assassinato e o menino, de 6 anos, presenciou a cena, que precisou ser hospitalizado em estado de choque.
Durante a abordagem policial, Adriana não prestou depoimento oficial, mas contou de maneira informal que era vítima de violência psicológica e ameaças constantes por parte do marido.
Disse ainda que, após anos de abuso, decidiu matá-lo utilizando a arma dele. A ex-vereadora afirmou ter jogado o revólver em um rio antes de fugir para Chapecó, onde foi presa na casa de amigos. Ela não revelou quem a ajudou na fuga.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva. A investigação segue em andamento.
Rotina após o crime: vacas, exames e confissão
As informações repassadas pela polícia indicam que Adriana manteve a rotina mesmo após cometer o crime. Pela manhã, ordenhou vacas na propriedade rural da família, levou a mãe ao posto de saúde para exames e, em seguida, deixou os filhos na casa da irmã.
Somente após esse percurso, revelou a ela o que havia feito. Depois, abandonou o celular, pegou o carro da família e fugiu.
Familiares da ex-vereadora relataram à polícia que Sedinei fazia ameaças frequentes contra Adriana, os pais e o irmão dela. O pai da suspeita afirmou que a filha acumulava dívidas a pedido do marido, para comprar bens exigidos por ele.
Apesar dos relatos, a polícia confirmou que não há registros formais de violência doméstica, lesão corporal ou ameaças envolvendo o casal.
Embora o casal fosse descrito por vizinhos como “tranquilo” e sem histórico de brigas, o delegado Elder Arruda Chaves reforça que todos os elementos estão sendo apurados.
Acusado revelou detalhes do crime durante depoimento à Polícia Civil, mas corpo segue desaparecido.
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