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Segundo UPA, criança foi atendida dentro do protocolo. Mortes por meningite meningocócica aumentaram em 250% no Paraná em 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Zoe de Souza Fonseca, de 1 ano e 4 meses, morreu por meningite no domingo (5) em Paranaguá, no litoral do Paraná.
Horas antes, no início da noite de sábado, a menina apresentou febre alta e foi levada pela família à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Praia Grande, em Matinhos, passou por atendimento, foi medicada e liberada.
Conforme a mãe, Maria Vitoria de Souza, durante a madrugada de domingo a situação da criança piorou, e ela retornou à UPA. Após reavaliação do quadro de saúde da criança, a instituição a encaminhou para o Hospital Regional de Paranaguá, onde a menina faleceu.
Segundo Diogo Camargo, responsável pela UPA de Matinhos, a criança foi atendida dentro do protocolo estabelecido.
"Ela voltou aqui, retornou com a gente, ela já foi direcionada para a sala de emergência, porque foi visto que a criança estava com um quadro clínico complicado, o médico de plantão na emergência já fez o acolhimento, já começou com medidas de hidratação, antibiótico, e começou a ajustar a medicação para resolver o quadro da paciente", detalhou.
Criança estava vacinada
A vacina é a maneira mais eficaz para proteção contra a meningite.
De acordo com o secretário estadual da saúde, Beto Preto, Zoe de Souza Fonseca estava vacinada. Apesar disso, a velocidade em que a doença avançou impediu que a criança fosse salva, conforme o secretário.
"Trata-se de uma fatalidade que tem que ser lamentada. Essa criança tinha tomado todas as vacinas, porém, o sorotipo B da meningite meningocócica acabou atingindo o organismo dela. Ela teve uma meningite meningocócica de evolução fugaz, e infelizmente perdeu a vida para essa infecção. Ela foi atendida. Talvez em um primeiro momento foi encaminhada para casa, foi atendida novamente, foi encaminhada para o nosso Hospital Regional, recebeu todo o atendimento necessário. Mas quando se trata de meningite meningocócica a evolução é rápida e não deu tempo de salvá-la", afirmou o secretário.
Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em 2024, o Paraná atingiu 91,89% de cobertura vacinal contra doenças meningocócicas na primeira dose, aplicada em crianças menores de 1 ano. O índice é superior ao nacional, que atingiu 81,6% de cobertura.
Conforme a Sesa, 14 mortes decorrentes da meningite meningocócica foram registradas em 2025 no Paraná. O número representa um aumento de 250% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 4 mortes.
Considerando todos os tipos de meningite, o Paraná registrou 963 casos, com 93 mortes. Conforme a Sesa, um aumento de 8% nos números de mortes em comparação com 2024.
Quais são os sintomas da meningite?
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As meningites podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e parasitas, mas as bacterianas costumam ser de maior gravidade.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma das meningites mais relevantes, por conta do potencial de transmissibilidade.
A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e garganta.
Os sintomas são febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos e rigidez da nuca. Em alguns casos, podem aparecer manchas vermelhas na pele, que indicam sinal de gravidade e são mais frequentes na doença meningocócica do que nas outras meningites.
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