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Guarda da Patrulha Maria da Penha é afastado suspeito de se envolver com mulheres protegidas no PR
Adicionada: 12/05/2019
 



Duas mulheres denunciaram ao Ministério Público que eram ameaçadas pelo guarda e pediram medidas protetivas contra ele. Trabalho da Patrulha Maria da Penha foi suspenso por dez dias.



Os trabalhos da Patrulha Maria da Penha, em Cascavel, no oeste do Paraná, foram suspensos há dez dias depois de um dos guardas, que prestava o serviço, ser afastado da função. A suspeita é de que ele estaria se envolvendo com mulheres que ele deveria proteger.

 

A notícia pegou até o chefe da Guarda Municipal de surpresa.

 

"Ela surpreendeu não só a nós, mas a todos", disse o Coronel Avelino Novakoski.

 

A equipe da Patrulha Maria da Penha era formada por um homem e uma mulher. O guarda, que há um ano, tinha a tarefa de visitar, todos os dias, mulheres com medidas protetivas contra homens agressores, agora tem duas medidas protetivas contra ele. Ou seja, o próprio guarda municipal não pode se aproximar de mulheres que ele deveria estar protegendo.

 

O guarda foi afastado depois que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) recebeu uma denúncia de que o homem estaria se envolvendo intimamente com, pelo menos, três mulheres que visitava durante o trabalho da Patrulha Maria da Penha.

 

Duas destas vítimas contaram à promotora que foram ameaçadas pelo guarda. Por isso, pediram e receberam medidas protetivas, para que o servidor não se aproxime delas. O homem vai responder a um processo administrativo na Guarda Municipal e também é investigado pela polícia, que abriu um inquérito.

 

"O Ministério Público pediu ao município que adotasse as providências. Não é uma providência de punição desse servidor, mas é uma providência para preservar a patrulha", explicou a promotora Andréia Simone Frias.

 

Sem a equipe da Patrulha nas ruas, o serviço foi suspenso. As 300 mulheres, que fazem parte do programa, ficaram sem as visitas.

 

Na próxima segunda-feira (13) é que a Patrulha deverá voltar a rodar pelas ruas de Cascavel. A equipe será composta, novamente, por um homem e uma mulher. O MP-PR diz que o número é insuficiente para atender a demanda.

 

"O mínimo para atender a demanda é dobrar a quantidade de guardas, deveriam ter duas equipes. Ou seja, deveriam ter quatro guardas para nunca parar. Hoje, a Patrulha Maria da Penha é o único órgão fiscalizador da medida protetiva. O Ministério Público e a polícia são órgãos que recebem a informação quando há o descumprimento", explicou a promotora.

 

A prefeitura diz que tem hoje 38 guardas municipais e que pretende aumentar a equipe da Patrulha a partir de setembro, quando outros 66 guardas, que estão em curso de formação, serão contratados.

 

Nos próximos dias, Cascavel também poderá receber botões do pânico, para mulheres com histórico recorrente de agressão.

 

"Uma vez que a autoridade for acionada, ela sabe que deve dar prioridade à aquela ocorrência porque gera um perigo muito grande", pontuou a promotora Andréia Frias.

 

Só neste ano, 45 homens foram denunciados ao MP-PR, em Cascavel, por descumprirem a determinação da Justiça de não se aproximar das mulheres, vítimas de agressão.

 

Descumprir a ordem imposta na medida protetiva é crime que pode levar a dois de prisão. Por isso, ter uma Patrulha atuante, com mais estrutura, e servidores que entendam o papel que estão prestando, o quanto o serviço é importante para as vítimas. Tudo isso é fundamental para reduzir o número de casos de agressão às mulheres.

 

"A gente tem que ter a dignidade de absorver isso como um aprendizado, superar, levar a diante e redirecionar posturas, condutas, atitudes e outras atividades que, eventualmente, tenham que ser complementares para que o trabalho seja realizado no nível desejado pelas vítimas".



Fonte: G1/PR - Foto: Reprodução RPC
 

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